Sim, não é exagero e acredito que, dificilmente, eu vá estar errado até o final de 2026. A verdade é que “Devoradores de Estrelas”, dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, deve se confirmar como um dos melhores filmes do ano. Isso porque a produção vai além de apenas uma adaptação literária.
Estrelado por Ryan Gosling, o filme é uma adaptação do livro homônimo escrito por Andy Weir, que também é autor da obra “Perdido em Marte”, adaptada para os cinemas em 2015. É importante deixar claro, porém, que os filmes não têm conexão direta – apenas a vivência no espaço sideral.

Admito que, ao ler a sinopse, acreditei que “Devoradores de Estrelas” seria um filme mais puxado para o lado dramático. Afinal, um cientista acorda com lapsos de memória dentro de uma nave, no meio do espaço. Ademais, com o passar do tempo, é descoberto que o Sol está morrendo/apagando, o que condenaria a vida na Terra em um futuro próximo.
Para a minha surpresa, a produção vai em outra direção. Claro, há drama, visto o parágrafo anterior. No entanto, uma comédia inteligência e assuntos científicos bem explicados dominam a tela e mantém o espectador entretido ao longo dos seus cerca de 160 minutos de duração.

Além do roteiro, assinado por Drew Goddard, Gosling brilha e faz valer toda a atenção que Hollywood tem lhe dado nos últimos anos. Atuando sozinho – e com uma pedra – por boa parte do filme, o eterno “Just Ken” diverte e emociona ao longo de toda a produção, desde as partes de comédia até os momentos mais dramáticos e de adrenalina.
Falando em pedra, Rocky, que infelizmente foi criado por CGI e não vivido por algum ator, é um excelente parceiro de tela para Gosling, deixando o caminho livre para o artista demonstrar todo o seu talento. Além dele, também vale a pena mencionar o importante papel de Sandra Hüller, que faz um contrapeso ao papel de Gosling, o que o abrilhanta ainda mais.

Apesar de tudo isso e de eu ter amado completamente o filme – não vendo a hora dele sair em um streaming para poder ver novamente -, há um ponto negativo para mim, que vai render à produção um decréscimo de meia estrela. Eu tenho uma crença pessoal de que 99% das produção não precisam de mais de 120 minutos para contar sua história. Quando passam de 150 minutos, acredito que 99,9% não precisam de tanto tempo. E Devoradores de Estrelas, apesar de divertido, com certeza não precisava de mais de 160 minutos para desenvolver o seu roteiro.
Mesmo assim, é uma produção que vale a pena ser vista, inclusive nos cinemas para aproveitar melhor toda a qualidade de som e imagem, e já se garante como um dos melhores filmes de 2026. A história, as atuações, o tom de comédia, a direção e os efeitos sonoros. Tudo isso garante que “Devoradores de Estrelas” se torne um dos grandes longas com a temática espacial.
“Devoradores de Estrelas” estreia nos cinemas brasileiros no dia 19 de março.
Nota: 4,5/5