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Crítica | Minions e Monstros homenageia o cinema mudo e prova que a franquia ainda tem fôlego

Ao chegarmos ao sétimo filme da franquia dos amarelinhos de macacão da Illumination, acho que pode surgir a dúvida: “Será que o estúdio ainda tem história para contar?”. E a resposta é muito simples e clara: sim, eles ainda têm, pelo menos mais uma vez, história para contar.

Minions e Monstros, dirigido por Pierre Coffin, chega hoje (1) aos cinemas e, com ele, vem um longa com a mesma simplicidade e genialidade do primeiro filme da saga ao focar na jornada criativa do minion James e trocar os planos malignos pela metalinguagem do cinema mudo e dos clássicos filmes de monstros.

Tudo acontece depois de eles passarem anos procurando um gênio do mal para servir, quando acabam chegando a Hollywood em meados da década de 1920. É aqui que vejo o filme como uma carta de amor ao cinema: o diretor muda o objetivo dos minions de simplesmente servir um vilão para que eles possam usar toda a sua criatividade e trapalhice em prol do cinema.

Acredito que o maior acerto de Minions e Monstros foi usar a limitação da fala dos protagonistas a seu favor. Ao levar a trama para a era do cinema mudo, o diretor resgata para o espectador os princípios das comédias clássicas mais “bobas”, deixando de precisar de diálogos convencionais ou até mesmo profundos. As risadas são arrancadas de quem está assistindo apenas com o que se vê em tela e com a combinação da trilha sonora, que funciona perfeitamente como um diálogo invisível entre o que vemos e o que ouvimos.

Dito isso, penso que Minions e Monstros, com seu singelo “bananês”, homenageia a sétima arte com uma bela e grata surpresa, indo além de ser apenas mais uma animação que já conhecemos. O filme mantém o equilíbrio entre nostalgia e humor, garantindo entretenimento tanto para adultos quanto para crianças e sendo a prova de que os amarelinhos de macacão jeans ainda não estão saturados.

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