Inspirado na história real de Lizzie Borden, o roteirista Kevin Bachar e o diretor Jerren Lauder trazem uma história que mistura aspectos do slasher com o terror sobrenatural para Aquele que habita em mim. Uma adolescente descobre que é descendente de uma lendária assassina. Quando pessoas começam a morrer ao seu redor, ela começa a duvidar da própria sanidade.
Aquele que habita em mim traz um elenco com peças conhecidas, como Leslie Bibb (The White Lotus) e Dermot Mulroney (O Casamento do Meu Melhor Amigo), e nomes que estão começando a aparecer em hollywood, como Lizze Broadway (Gen V) e a protagonista Odessa A’zion (Fam). O longa foi lançado em 2023 e está chegando aos streamings aqui no Brasil.
O filme já começa apresentando a história de Lizzie Borden, que foi condenada por matar seus mais com machados em 1892, e também a maldição dentro do filme, que as descendentes de Lizzie seriam atormentadas por esse desejo assassino. Após essa apresentação, temos também a primeira morte do filme, já nos entregando aspectos do terror sobrenatural com uma aspectos de terror slasher.

Aquele que habita em mim gira em torno de mistérios e suspeitas. Ao mesmo tempo em que Tara, a protagonista, está sendo atormentada pelo espírito de Lizzie, os assassinatos começam a acontecer e o filme nos joga vários sinais em diferentes personagens, criando suspeitas que talvez Tara não seja a assassina. O longa também inicia uma discussão em torno de tratamento de saúde mental, “é uma maldição que é passada de geração ou geração, ou é apenas um esquizofrenia não diagnosticada?”. Em alguns aspectos é até positivo esse debate, levando a personagem até a terapia, por exemplo, mas na conclusão ele acaba sendo mais um artifício para construção do mistério.
Aqui o trabalho do diretor Jerren Lauder não se distancia da sua filmografia, com um trabalho até eficiente, mas que em alguns momentos deixa tudo muito caricaturado e óbvio. A sua construção de terror é coerente com a proposta, mas ao juntar com a fotografia e a trilha sonora que por vezes soam cafonas, o filme transparece um aspecto que amadorismo, mesmo que as cenas de assassinato e grafismo sejam bem feitas.
Aquele que Habita em Mim é um filme de terror que os fãs que estão calejados pelo gênero provavelmente não irão se interessar. O longa apresenta aspectos positivos, mas com uma protagonista irritante e um mistério raso, não envolve o espectador e acaba se tornando algo genérico e esquecível.
NOTA: 2/5