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CRÍTICA | Lil Nas X exibe vulnerabilidade no documentário “Long Live Montero”

Com estreia no Brasil programada para esta quinta-feira (4) nas plataformas digitais, o documentário do artista americano Lil Nas X aproveita o formato intimista para apresentar uma versão vulnerável de um dos grandes nomes do mundo pop atual.

Com direção de Carlos López Estrada (Blindspotting) e Zac Emanuel, o documentário Lil Nas X: Long Live Montero acompanha a primeira turnê do artista, desde os processos de ensaio até os shows. Além dos momentos em casa, onde expõe mais de si mesmo, indo muito além das performances no palco e online.

Embora durante suas apresentações o artista pareça tão consciente de si, é nos momentos fora do palco em que a visão dos diretores apresenta um jovem queer e negro de apenas 25 anos. Talvez um dos tópicos mais interessantes deste projeto seja justamente este, lembrar que, embora Lil Nas X seja um artista renomado mundialmente, ele é apenas um jovem de 25 anos vivendo sua primeira turnê.

O artista fala sobre suas inspirações e nomes que carrega como referência, mas também conversa sobre momentos marcantes de sua vida e carreira. Talvez os momentos mais reveladores do documentário sejam instantes simples onde o artista deixa de lado o Lil Nas X e nos apresenta ao Montero Lamar Hill.

Um paralelo interessante exibido no documentário é também a relação dos fãs com o artista, quando falam sobre suas aspirações e as referências que enxergam no jovem. Ao mesmo tempo em que ele se coloca neste lugar de admirar suas próprias referências.

Talvez o grande problema aqui, e talvez seja o único, é que a abordagem perde várias oportunidades de ser intimista quando foca apenas em ilustrar as próprias falas do artista. Talvez o ponto principal de um documentário seja conhecer melhor alguém, mas a escolha onde o artista apenas verbaliza tudo é mais semelhante a uma longa entrevista.

O grande charme de Long Live Montero, no entanto, talvez seja conhecer mais sobre a personalidade de um dos grandes nomes da música atual e o entendimento de suas vivencias enquanto jovem negro queer.

O longa fica disponível para aluguel e compra nas plataformas digitais a partir de 4 de julho.

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