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CRÍTICA | A diplomacia parece finalmente ter encontrado seu limite em terceiro episódio de “A casa do Dragão”

Após dois episódios focados em tentativas de reconciliações e ataques pontuais, parece que A casa do Dragão finalmente decidiu aceitar que o destino da história é de fato a guerra. Ou, pelo menos, é a conclusão direta do final de “The Burning Mill” (O moinho ardente),terceiro episódio da série exibido no último domingo (30).

Talvez um dois maiores problemas desta temporada de A casa do Dragão sejam as voltas ao redor de si mesmo. É completamente justificável e compreensível os esforços diplomáticos para evitar uma guerra, para evitar um ‘governo de cinzas’ como alegou a própria Rhaenyra (Emma D’Arcy). No entanto, chega um momento em que isso parece longo demais, especialmente se considerar a última cena da primeira temporada.

Se nos dois primeiros episódios fomos apresentados as definições de luto e as motivações para a vingança, o terceiro acabou soando um grande mais do mesmo neste sentido. No entanto, o grande diferencial é que a construção de Ryan Condal parece finalmente ter encontrado sua conclusão. Vimos uma Rhaenyra lutando quase sozinha, unida apenas aos conselhos da princesa Rhaenys (Eve Best), para evitar uma guerra. Seu único defeito foi continuar nesta dança quando o outro lado já havia se retirado.

“O moinho ardente” opta por começar exibindo os efeitos em seus vassalos com a grande guerra entre os Blackwood e os Bracken, que nomeia o episódio, embora a direção de Geeta Vasant Patel opte por exibir esse momento apenas com uma cena explicitando mais mortes de inocentes. Nenhum problema até aqui, especialmente por este momento tornar a cena final ainda mais descabida.

Em Harrenhal, Daemon continuou o plano de invadir o castelo apenas para perceber que não seria necessário nenhum dragão ou exército para fazer Simon Strong (Simon Russell Beale) ajoelhar em nome de sua amada. O momento ainda pincela referências literárias sobre a bruxa Alys Rivers (Gayle Rankin)enquanto o príncipe enfrenta visões acerca de suas recentes ações.

Sem muita criatividade, o plano de Criston Cole (Fabien Frankel) é exatamente o mesmo de Daemon, embora o episódio também não apresente nada de novo neste enredo além do susto causado por Baela Targaryen (Bethany Antonia) e seu dragão moondancer (bailalua).

O grande destaque mesmo aqui é o encontro entre Rhaenyra e Alicent, (Olivia Cooke) o que até faz sentido considerando o enredo que a série tenta emplacar em relação a uma amizade de criança, mas com uma execução tão aquém do que o próprio enredo articulou nos episódios anteriores. Ou até mesmo a tentativa delusional de acreditar em uma possível rendição como se filhos e netos já não estivessem mortos e famílias não estivessem sangrando no campo de batalha em nome de uma guerra que já começou.

O que sobra aqui são as possibilidades em aberto, uma vez que o final dos três primeiros episódios tratou de explicitar que se houve um engano, ele não será desfeito e não existem mais formas de voltar atrás. Resta saber se o próximo episódio, que marca oficialmente a metade da temporada, ainda buscará alguma diplomacia ou enfrentará de vez o que foi prometido na conclusão do primeiro ano.

Os três primeiros episódios estão disponíveis na Max e novos episódios de A casa do Dragão devem ser adicionados todos os domingos ás 22h.

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