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CRÍTICA | “Duna: Parte 2” é simplesmente épico!

Com mais sede de grandiosidade, o segundo filme de Denis Villeneuve chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) trazendo mais ação em uma jornada frenética e inabalável.

Em “Duna: Parte 2“, Paul Atreides (Timothée Chalamet) se une a Chani (Zendaya) e aos Fremen enquanto busca vingança contra os conspiradores que destruíram sua família. Uma jornada espiritual, mística e marcial se inicia. Para se tornar Muad’Dib, enquanto tenta prevenir o futuro horrível, mas inevitável que ele testemunhou, Paul Atreides vê uma Guerra Santa em seu nome, espalhando-se por todo o universo conhecido.

Everything we know about Dune: Part 2 | Space

Um pouco mais longo que o seu antecessor, com 2 horas e 46 minutos de duração, “Duna: Parte 2” busca mudar o ritmo de sua narrativa. Mais acelerado e com momentos de tirar o fôlego, a sequência corre contra o tempo para tentar inserir os acontecimentos que moldam o jovem Paul em sua figura sagrada e de promessa. Quem achou o primeiro longa “entediante” é capaz de gostar mais desse, que garante mais cenas de combate, ação no deserto e tramas políticas diretamente ligadas com o desenvolvimento da história principal.

Villeneuve busca criar algo épico para o cinema, jamais visto igual. Assim, com sua nova obra prima… ele consegue. “Duna: Parte 2” é daqueles filmes que segura a promessa de que ninguém jamais vai replicar este feito, é inebriante como o visual de tirar o fôlego casa perfeitamente com os diálogos potentes que conversam com a sociedade atual que vivemos. Tudo que envolve sua produção é magnífico, as cenas de ação deixam o espectador apreensivo, os dramas nos envolvem no íntimo, a trama política é bem amarrada sem deixar pontas soltas e a trilha sonora de Hans Zimmer é a cereja no topo do bolo que o eleva a uma obra quase celestial.

Em “Duna: Parte 2” acabamos por ver mais a influência do fanatismo religioso entre as decisões políticas e como isso é uma ferramenta de manipulação para conquista (e manutenção) de poder. O mais interessante é que vemos isso no ponto de vista do protagonista, que, em tese, deveria ser o lado “bom” de uma história com vilões tão imbatíveis. Além de mostrar os efeitos em grandes comunidades, Villeneuve cria em seu roteiro diálogos que confrontam tal ferramenta para deixar claro ao espectador sua intenção.

Em contra partida, o longa tende a humanizar a figura de Paul antes de torná-lo algo distante e intocável. E a melhor coisa para fazer isso de forma tão clara ao público é com seu romance com Chani. Sem soar apressado ou forçado, Chalamet e Zendaya protagonizam uma história de amor nascida da admiração e lealdade, uma dupla que se apoia e se mantém firme durante momentos difíceis de sua jornada. Por isso, o final é ainda mais arrebatador porque sua relação é tão bem construída que não tem como pensar diferente.

Entre as novas adições no elenco, que incluem Austin Butler, Florence Pugh e Christopher Walken, o sobrinho do barão de Harkonnen é o que mais se destaca. De Elvis a um lutador sanguinário e implacável, Butler vive um psicopata com sede de sangue, suas cenas são intimidadoras e nos faz pedir por mais dele a todo segundo. Pugh mostra apenas uma prévia do que estar por vir, utilizando-se deste longa como sua introdução permanente no universo como uma figura inteligente e capaz dentro do Império.

A verdade é que “Duna: Parte 2” é épico, não há outro adjetivo que o acolha melhor do que este. Sua história é de uma magnitude extraordinária, feita para ser visto no cinema com o poder de imersão inigualável. Há de ressaltar que aos mais atentos e que apreciam o roteiro de Villeneuve vão notar uma construção gradativa de um messias manipulador, poderoso além do previsto e a possível queda do Império de forma eminente. Assim, nos deixando ávidos pela sequência que ainda não tem previsão de chegada.

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