CRÍTICA | “Baghead: A Bruxa dos Mortos” é extremamente surpreendente!

Uma das melhores coisas que envolvem filmes de terror é se enganar completamente a respeito da qualidade do filme antes de vê-lo. E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Confesso que à princípio “Baghead: A Bruxa dos Mortos” não me agradou com seu trailer que exibia tantos jumpscares e – na minha concepção – entregava a cereja do bolo antes mesmo do seu lançamento. Como estava errada! A produção dirigida por Alberto Corredor consegue unir lendas, investigação e maldição em uma eletrizante história.

No longa acompanhamos a vida de Iris (Freya Allan), uma mulher que herda o bar de seu falecido pai. Não muito tempo depois disso ela acaba descobrindo que o antigo estabelecimento abriga Baghead, uma entidade capaz de incorporar aqueles que já morreram. Desesperada por dinheiro, ela usa os poderes de Baghead para vender uma espécie de ponte de comunicação com os mortos para pessoas sofrendo com o luto. Porém, ao explorar o sobrenatural ela acaba pagando o preço.

Baghead (2023) - IMDb

Se você gosta de filmes de terror com substâncias, que te façam pensar ou levantam algum debate, você vai se decepcionar com “Baghead: A Bruxa dos Mortos“. Com 1 hora e 35 minutos de duração, o filme conduz uma história que se torna uma coletânea de sustos. Não mede esforços para amedrontar ou deixar aflito quem assiste. Apesar de carregar consigo um drama histórico com o desenrolar da trama, seu foco é criar o máximo de jump scares que conseguir. Os sustos não são restritos as entidades, na verdade, o medo se instaura com mais facilidade em acontecimentos fora do porão. Contudo, a produção peca na edição de som, que impõe volumes exorbitantes em uma trilha sonora onde não lhe convém.

O roteiro de Bryce McGuire não é tão inteligente ou profundo, diante das observações já apresentadas, deixando um sentimento de que poderia ter explorado com mais afinco ao menos o lado investigativo da obra. No entanto, ainda assim, ele consegue surpreender em alguns pontos da trama. A história da entidade ganha um destaque extremamente positivo, bem como o ato final do filme que surpreende de modo inexplicável.

Watch the trailer for new supernatural horror-thriller 'Baghead'

Infelizmente nada há a dizer a respeito da atuação do elenco. Absolutamente ninguém se sobressai ou chama atenção para si, além do que é minimamente exigido pelo roteiro. A protagonista é apática, e pode até ser o que foi requerido a ela dentro de sua personagem, mas não garante nenhum sentimento de comoção ou envolvimento com a audiência.

Baghead: A Bruxa dos Mortos” me surpreendeu de um modo que eu não pudesse prever. Não é um dos melhores filmes de terror que assisti nos últimos anos, nem vai ser o melhor lançamento do ano, contudo é eficaz na sua missão em divertir e assustador quem ama o gênero, entregando entretenimento certo para uma sessão entre amigos.

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