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CRÍTICA | “Wonka” é brilhante, revigorante e mágico!

Antes de se tornar o brilhante dono da Fantástica Fábrica de Chocolate, Willy Wonka era um chocolateiro excêntrico que tentava espalhar sua magia. Com estreia marcada para esta quinta-feira, 07 de dezembro, a nova obra de Paul King resgata a história escrita pelo autor britânico Roald Dahl em uma abordagem fascinante, clássica e esperançosa, “Wonka” nasce instantaneamente como um clássico contemporâneo.

O filme vem para mostrar as origens da história do jovem Willy Wonka (interpretado por Timothée Chalamet). Antes de se tornar a mente brilhante por trás da maior fábrica de chocolate do mundo, Willy precisou enfrentar vários obstáculos. Cheio de ideias e determinado a mudar o mundo, o jovem Wonka embarca em uma aventura para espalhar alegria através de seu delecioso chocolate. Nela, ele acabou conhecendo o seu fiel e icônico assistente, Oompa Loompa (interpretado por Hugh Grant), que o ajudar a ir contra todas as probabilidades para se tornar o maior chocolatier já visto. Mostrando que as melhores coisas da vida começam com um sonho, o filme mistura magia, música, caos, afeição e muito humor. (*)

Wonka: Cast, Plot, Release Date, Trailer | Glamour UK

Com uma abordagem que se assemelha ao primeiro chocolateiro lançado em 1971, o Wonka de Paul King extrai a essência clássica dos sonhos hollywoodianos. O que mais chama atenção, pelo menos à princípio, é o visual da produção. Sem medo de utilizar cores, extravagância e ousando na fantasia mística que envolve o protagonista, o diretor conduz com excelência uma história que resgata a originalidade das obras cinematográficas, não tem medo de ser mirabolante e esbanjador em seus efeitos “mágicos”.

Isso se estende ao desempenho de Timothée  Chalamet no papel de Willy Wonka. O ator não tem medo do ridículo, se submete a situações inusitadas e entrega uma atuação comovente, cativante e repleta de pureza. O ator se consagra como um protagonista excelente já na primeira música cantada, com uma desenvoltura encantadora e hipnotizante, Chalamet humaniza Willy Wonka com um passado tocante e ao construir uma persona que é capaz de motivar, inspirar e ser algo a ser admirado pelo público infantil. Sua participação é doce e juvenil, como um respiro necessário em um mundo em que sonhos são refutados, seu personagem entrega a esperança de fazer o impossível acontecer. Afinal, “todas as coisas boas do mundo começaram com um sonho. Então agarra-se ao seu!”.

E, ainda que eu tenha mencionado sua similaridade com a primeira versão de Willy, não se engane, Paul King cria uma versão original ao lado de Timothée, que guarda o potencial de mais sequências para si.

Johnny Depp's Replacement as Willy Wonka Is a Lot Less Tragic - Inside the  Magic

O humor é muito presente em Wonka e de uma forma que se encaixa perfeitamente com o gênero musical. O lado cômico do roteiro de King e Simon Farnaby é pontual e apresentado na construção dos personagens, seja na ingenuidade extrema do protagonista, ou na vilania cartunesca dos antagonistas. E, principalmente, na reação deles diante de situações inusitadas. Um dos grandes momentos do filme é composto por um padre, uma girafa e muito chocolate. Vou deixar a sua imaginação trabalhar com esta informação.

Dentre os nomes presentes no elenco há alguns que merecem um destaque nesta crítica. Calah Lane, Olivia Colman e Hugh Grant são exímios em seus papéis, se sobressaem e roubam a cena em que participam nem que seja por alguns segundos. Assim, fica evidente que sua contribuição dentro do filme não foi nada além de excelente, garantindo o drama intenso, o humor irreverente e a empatia construída ao longo das 1 hora e 57 minutos de duração do filme. Vale mencionar também a breve participação especial do eterno Mr Bean, Rowan Atkinson, que brilha em uma batina corrupta de chocolate.

Wonka' Movie: Everything to Know

Ainda que tenha me incomodado um pouco, os efeitos especiais que envolvem a construção visual do Oompa Loompa são realmente bons, sendo ótimo apenas quando não divide o frame da cena com algum humano de estatura padrão.  Contudo, um ponto que pode gerar um certo incômodo acontece na reta final, quando o filme perde um pouco da sua magia e fica sério demais, destoando um pouco de tudo que foi apresentado na obra. Não me refiro a humanização de Willy (que foi uma adição fenomenal ao personagem), mas sim as armadilhas que os protagonistas caem e tentam superar no ato final. 

As músicas que compõem a trilha sonora de Wonka mantém uma certa distância da versão de Tim Burton, por exemplo. Indo de encontro a produções musicais mais emocionantes, dignas de alguma peça da Broadway, o longa investe em canções e coreografias mais rebuscadas e tradicionais, ao tempo em que implementa o humor e magia extravagante característico do personagem principal.

Um fato é irrefutável, com uma seleção musical digna de clássicos do cinema, Wonka foi lançado na época perfeita! Se consagrando de maneira instantânea como um clássico contemporâneo natalino, a produção é emocionante, com uma mensagem linda e potente, engraçada, fascinante, mágica e esplendorosa. Assim, sendo a opção imperdível para todas as idades e membros da família no cinema neste mês de dezembro.

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