Quem gostou de “Bodies Bodies Bodies“, lançado no ano passado, certamente vai gostar da nova comédia queer “Bottoms“. Ainda sem previsão de chegada ao Brasil, o longa de Emma Seligman, já é a nova sensação da internet, com seu humor refrescante, jovial e a cara da nova geração – ainda assim, carrega o bom e velho tom das comédias adolescentes dos anos 2000.
Em “Bottoms“, as melhores amigas impopulares PJ (Rachel Sennott) e Josie (Ayo Edebiri), iniciam um clube de luta no colégio para conhecer garotas e finalmente perder a virgindade. Mas elas logo se veem perdidas quando as alunas mais populares começam a espancar umas as outras em nome da legítima defesa.

Com um pouco mais de 1 hora e meia de duração, o longa funciona como uma sátira das comédias adolescentes que construíram ao longo dos anos estereótipos masculinos e femininos que restringiam os personagens em babacas à procura de sexo. Acho que isso fica bem claro só de ler a sinopse, certo? O filme não tem absolutamente nada de novo no esqueleto de sua narrativa, o que faz dele ser diferenciado são as reações diante das situações igualmente cômicas.
O roteiro de Emma Seligman e Rachel Sennott é um dos pontos altos da obra. Com diálogos rápidos, monólogos impensáveis e consequências inimagináveis, “Bottoms” fica ainda melhor com a contribuição das performances de Ayo Edebiri e Ruby Cruz, que foram os dois grandes destaques do elenco. Do começo ao fim, o elenco principal sustenta o tipo de humor, que em algumas vezes até parece improviso de tão natural, e fazem a gente esperar mais delas a cada minuto que passa.

Talvez o único defeito do longa tenha sido Nicholas Galitzine, que parece não ter conseguido acompanhar o elenco. Não me entendam mal, não é que o ator tenha atuado mal, ele só parece deslocado comparado ao restante do elenco. Não consegue convencer em sua sátira aos personagens masculinos, e só fica….sem graça, quando colocado ao lado de grandes personas da produção.
“Bottoms” consegue facilmente conversar com diversos tipos de públicos, apesar de mirar uma geração em específico, e isso se dá pelo fato do teor da sua história ser atemporal, facilmente reconhecida e também satirizada. Para mim, um ótimo jeito de você se divertir e gargalhar com seus amigos que tem o mesmo tipo de senso humor que você. Agora, tudo que nos resta é aguardar a Prime Video divulgar quando veremos o filme em seu streaming.
Nota: 4/5