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CRÍTICA | “A Freira 2” mostra ser bem melhor que seu antecessor (mas não era tão difícil assim)

5 anos após a estreia de Taissa Farmiga como a freira super-heroína do “Invocaverso“, A Freira 2 chegou nos cinemas na primeira semana de setembro trazendo a continuação direta de seu antecessor, com as consequências de lidar com um mal tão poderoso como Valak. Apesar de ser melhor que o primeiro, a sequência repete alguns erros e mira em um alvo mais distante do que o seu gênero pede, fazendo tudo se tornar uma grande galhofa.

Com a nova direção de Michael Chaves (Invocação do Mal 3) e roteiro da dupla Ian B. Goldberg Richard Naing, no novo longa acompanhamos a Irmã Irene (Farmiga) na França em 1956 quando, mais uma vez, ela deve investigar um assassinado e todo mal que parece se espalhar por toda a região.

The Nun 2 ending explained - is it a Conjuring plot hole?

Desta vez, o filme escolhe expandir sua ambientação e, em consequência, seu elenco. Apesar de contar com a volta de Farmiga e Jonas Bloquet, como Mauriceo retorno do Padre Burke (Demian Bichir) ficou de fora e foi substituído pela professora Marcella (Anna Popplewell) e a noviça Debra (Storm Reid). Ainda que cause um estranhamento a falta de um personagem tão importante, afinal ele é um exorcista, a sua ausência é compensada pela ambição de contar duas histórias em paralelas e fazer com que elas se encontrem no meio do caminho, unindo lendas infantis e crenças mitológicas.

Não se limitando apenas a intimidadoras construções de igrejas antigas, o filme encontra um segundo ambiente mais aterrorizante: um internato de meninas. Assim, entre bullyings e lendas que correm pelos corredores mal iluminados, o filme ganha uma nova áurea, resgatando um sentimento mais primitivo de quem assiste, de quem já viveu por espalhar ou absorver histórias aterrorizantes quando criança. Todavia, isso é prejudicado em certos momentos pela montagem e a edição das cenas, que não sabem aproveitar a direção de fotografia ao seu ápice e interrompem momentos preciosos para dividir tela com o outro núcleo.

The Nun 2' post-credits scene explained: Director teases 'The Conjuring 4'  | EW.com

O terror trazido pela protagonista não se distancia do que já assistimos, uma investigação com visões e aparições sinistras, que mesmo com a previsibilidade ainda arrancam alguns sustos. Os jumpscares perdem um pouco efeito quando ganham a distorção da computação gráfica, A Freira 2 prova que seu forte ainda são os efeitos práticos, e deveria continuar neste terreno.

Claramente a mudança de direção e equipe de roteiro foi favorável a duologia. Isso porque, a sequência mostra muito mais eficiência em construir uma história que progride em sua ameaça no horror. No entanto, ser melhor que o primeiro não é muito difícil…. ainda que tenha conquistado este feito, o terror decepciona quando transforma a protagonista em uma super-heroína, criando uma batalha cheia de galhofa e duelos de poderes. O que salva na reta final é o que deveria ser imposto a todo momento mas foi deixado de lado: a fé, a crença em algo maior… 

A Freira 2" (The Nun II)

A Freira 2 é uma continuação ok, não surpreende nem eleva tanto assim sua qualidade e peca muito pelos exageros. Comete os mesmos erros, mas tenta ser algo relativamente bom e agradável para os amantes de terror sobrenatural. Ao menos, Bonnie Aarons ainda é uma excelente Valak.

Como seu antecessor, urge de uma necessidade de realizar conexões com Invocação do Mal que são avulsas para a produção em particular. Se antes presenciamos o exorcismo do Maurice, que não passou por isso até agora no filme principal, agora vemos os Warren em ligação com um padre já conhecido. Se isso não for preparação de terreno para o terceiro filme com a participação do casal, isso vai se tornar apenas uma tentativa apelativa e desesperada de conquistar os fãs de uma outra saga.

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