O novo longa dirigido por Gareth Edwards, “Resistência”, que será lançado nos cinemas no próximo dia 28 de setembro, se passa 15 anos após um incidente causado por uma IA (inteligência artificial), que matou mais de 1 milhão de pessoas em Los Angeles. Nesse meio tempo, o povo americano criou uma estação espacial que caça e aniquila bases de IA, que ficam localizadas na ‘Nova Ásia’.
Joshua, interpretado por John David Washington, é um militar que atua como infiltrado com as IAs, para localizar e deter a pessoa responsável por criar uma nova arma no formato desta tecnologia. Ao descobrir que essa arma é uma criança gerada por meio de IA, toda a perspectiva do filme muda.

O carismático elenco, mesmo que não tenha sido necessária uma atuação excepcional, conta, além de John David Washington, com Gemma Chan e Ken Watanabe. Os personagens nos são apresentados em pequenos, porém bons, diálogos, além de boas cenas de ação e uma bela fotografia. Quanto a trilha sonora de Hans Zimmer, é quase impossível não achar a combinação entre as cenas e as músicas boas, o que, na minha perspectiva, deixa a obra muito mais emocionante.
O filme de 2h13 de duração, que consiste no drama do humano contra a IA, é bem elaborado, assim como a história do humano a favor da IA, que é exatamente o ponto de atenção na trama. A reflexão de quem é o vilão da história pode ser muito bem observada, se o enredo for avaliado dentro de suas cenas de explosões e lágrimas.

Um pequeno spoiler, mas que não afetará a sua experiência com o filme: não é apresentado a origem da IA ou uma motivação para que a tecnologia se rebelasse. Mesmo com o enredo não sendo 100% inovador, que me fez tirar um ponto da nota, é um filme que pode levar a imaginar o que a IA é capaz de fazer, mas não com esse foco. É uma história que te mantém preso pelas cenas e pelo pequeno plot twist apresentado.
Nota: 4/5