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CRÍTICA | “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” é o grande filler da Marvel que promete algo mais grandioso que pode entregar

Como seria se a Marvel tentasse criar sua própria versão de Star Wars? Bem, podemos ver o vislumbre disso em “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania“, terceiro filme do herói lançado em fevereiro nos cinemas e ontem (18) no Disney+. Apostando em explorar um universo diferente e apresentar o novo grande vilão desta nova fase, o longa, na verdade, é cansativo, repetitivo e com diálogos vergonhosos.

Contando com retorno de Peyton Reed na direção, o filme traz Cassie (Kathryn Newton), filha de Scott Lang (Paul Rudd), que desenvolve um dispositivo que permitiria a comunicação com o reino quântico. Todavia, a invenção faz com que Cassie, Scott, Vespa (Evangeline Lilly) sejam sugados diretamente para o reino místico junto com os pais de Hope, Hank Pym (Michael Douglas) e Janet van Dyne (Michelle Pfeiffer). Agora, eles devem sobreviver neste novo mundo enquanto descobrem o passado de Janet, quando estava presa neste reino por 30 anos.

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É algo interessante de se observar o desejo surpreendente do longa de criar uma civilização inteira de espécies distintas, em sua excentricidade, humor e até mesmo em guerreiros habilidosos. Logo, fica inevitável não realizar comparações com universo Star Wars que sempre trabalhou com o inesperado ao criar suas distintas colônias ao redor da galáxia, com as características físicas incomuns sendo seu principal aliado. 

Quando observamos o aspecto visual de “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” ele não decepciona. É inegável a sua criatividade em propor um universo totalmente novo para o herói, ainda que não seja algo inédito no MCU – até porque nós já assistimos Guardiões da Galáxia. Ainda assim, se prestar atenção verá que ele não se sustenta por muito tempo quando falamos de computação gráfica, quase flertando em alguns momentos com o desleixo que nos assemelha a vídeo games da década passada.

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A história em si é interessante, pelo menos a sua proposta. Entender o passado misterioso da vespa original, Janet (talvez seja ela que estampe o título deste longa e não sua filha, é o mais lógico), e unir com a grande ameaça que vai assombrar a nova fase do MCU. No entanto, a execução é vergonhosa em seu desenvolvimento e isso tudo graças aos diálogos apresentados conforme a narrativa se molda em eventos mais intensos.

É claro que Homem Formiga é um herói já conhecido pela sua identidade galhofa e excessivamente cômica, mas creio que em “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” o roteiro perde a mão, porque isso se estende pela maior parte do elenco. Isso faz com que momentos que eram para ser emocionantes ou até mesmo aterrorizantes percam sua finalidade e fazem do filme inteiro uma completa perda de tempo… e são duas horas de perda!

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A apresentação de Kang (Jonathan Majors) mostra ser mais eficiente no passado de Janet no reino quântico do que no momento atual da trama. A aposta é de que ele é um vilão impiedoso, terrível e maléfico… mas isso é exibido de maneira tão ineficaz. Tudo que o personagem se propõe a fazer o equipara a qualquer vilão mediano do universo Marvel. Não há nada de diferente nele, além da promessa de algo que ele pode ser. A verdade é que o mais interessante de todo o roteiro acontece apenas nas cenas pós créditos.

Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” é um filme totalmente dispensável (assim como seu antecessor). Não consegue criar nada além do que promessas do que poderia ser ou do que vai acontecer. O filme é um grande filler, apenas para preencher o vazio de uma data de lançamento obrigatória dos filmes Marvel, enquanto ela cria uma nova fase que não parece ter espaço para Scott Lang e sim para sua filha Cassie.

Nota: 2/5

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