A Tribernna assistiu o filme antecipadamente a convite da Universal Pictures
Com um começo promissor, recheado do mistério do desconhecido e o terror de uma ameaça mortal, “A Fera”, novo longa do cineasta Baltasar Kormákur estrelado por Idris Elba, se perde dentro dos clichês do gênero de sobrevivência e se consagra como um filme que teme em apostar na grandiosidade que a história detém.
Em A Fera, o Dr. Nate Samuels (Idris Elba) é um homem que perdeu a mulher recentemente, e decide fazer uma viagem com as filhas para uma reserva na África do Sul, onde conheceu a esposa. Mas o que começa como uma viagem tranquila, acaba se tornando um pesadelo quando eles passam a ser perseguidos por um leão.

O maior erro, e ao mesmo tempo o maior acerto, do filme foi destacar o grande (à principio) vilão: o leão. Foi um erro mostrar tanto o animal visto que nas cenas em que ele mal aparecia a tensão se sobressaia e o filme se tornava algo mais atrativo de ser assistido. No entanto, as cenas em que o leão estava presente, ainda que em destaque, eram avassaladoras. Sua ameaça era evidente e o medo pairava no ar toda vez que sua silhueta aparecia. Talvez, o filme devesse aprender a dosar a aparição do animal, assim fazendo com que o filme se tornasse mais suspense do que um filme de sobrevivência/aventura.
Ainda falando sobre o leão. A Fera constrói a sua existência e sua motivação de forma muito convincente, ao mesmo tempo em que agrega uma discussão que repreende a caça ilegal no Safari. O roteiro consegue tirar um tempinho da tensão do filme para falar com todas as letras que o ser humano que criou o monstro.
![A Fera: trailer, estreia e tudo que sabemos sobre filme de terror com Idris Elba [LISTA] · Rolling Stone](https://rollingstone.uol.com.br/media/uploads/idris_elba_em_a_fera_foto_divulgacao.jpg)
O filme elabora um drama familiar que não causa um impacto suficiente ao fim e se torna desnecessário. Apesar de construir uma camada dramática entre os personagens principais, tudo aquilo é extremamente irrelevante diante da situação em que eles estão.
Enquanto Idris Elba navega em águas conhecidas, sem apresentar nada de muito excepcional, Leah Jeffries rouba a cena por muitas vezes. Audaciosa e com a resposta na ponta da língua, ela acaba dando uma pequena amostra do que podemos esperar da atriz ao viver a Annabeth, na próxima série da Disney, Percy Jackson. Sua dinâmica com sua irmã da ficção Iyana Halley foi natural e bem real, entre farpas e carinho, as duas convencem e cativam.

Uma pena foi o fato de que A Fera não explora as paisagens da África enquanto estavam ali presentes. O filme se restringe a somente um ou dois cenários e acha que é o suficiente algumas fotos de animais silvestres para nos ambientar no continente africano. Um lugar tão rico de cores, paisagens e animais passou apagado na maior parte do filme.
Com um CGI bem precário, A Fera é daqueles filmes que faz você ter um deja vu, porque definitivamente você já assistiu algo parecido. Genérico e nada inovador, mas pode ser um bom divertimento para quem gosta de filmes que exploram o lado animalesco dos filmes de sobrevivência.
A Fera estreia nos cinemas brasileiros em 11 de agosto.
Nota: 3,1/5









