Flertando um pouco com o estilo do consagrado diretor Alfred Hitchcock, “Instinto Materno” chega aos cinemas brasileiros no dia 28 de março, trazendo Jessica Chastain e Anne Hathaway em uma jornada de tirar o fôlego ao tentar nos questionar da nossa própria sanidade.
Baseado no romance de Barbara Abel e ambientado no início dos anos 1960, em “Instinto Materno” conhecemos a história das melhores amigas e vizinhas Alice (Chastain) e Celine (Hathaway). Seu estilo de vida tradicional é tragicamente interrompido após um acidente marcar as duas famílias de forma inesperada. Quando sentimentos de culpa, suspeitas e estranhas paranoias surgem, uma nova revelação vem à tona, mas também trazendo uma nova noção sobre um vínculo fraternal.

Com apenas 1 hora e 34 minutos de duração o thriller começa (literalmente no primeiro segundo) com a tensão elevada ao extremo, inserindo já a desconfiança entre as protagonistas. Ao tempo que isso é positivo para prender a atenção do espectador no cinema, acredito que esse recurso devia ter surgido após a metade do filme, como algo inesperado e gradativo. O tom de tensão e suspeita inicial deixa um tanto quanto previsível como a história irá se desenrolar.
No decorrer da trama, a história cursa um rumo interessante. Apesar da obviedade, a narrativa tenta promover uma confusão no espectador, levando uma das protagonista ao extremo e nos fazendo questionar se aquilo realmente está acontecendo ou se é tudo fruto de sua ansiedade. Mas, como eu disse, não causa tanto espanto…porque é previsível, assim, esses recursos apenas prologam o inevitável.

Uma coisa é inquestionável e indiscutível: o desempenho de Chastain e Hathaway. As atrizes justificam tamanha popularidade com uma performance impecável, repleta de anuências complexas do que é ser uma mãe e de tudo que a maternidade dá e tira. Suas personagens são tão interessantes de se observar e descascar cada camada dramática e intensa que elas guardam dentro de si. Sendo assim o ponto mais alto de toda a produção.
“Instinto Materno” guarda aquela sensação de um mistério conhecido, talvez seja por sua influência clara ao estilo de Hitchcock, ou talvez seja apenas pela simplicidade que a trama tem em sua construção direta. Ainda assim, confesso que esperava mais… principalmente da conclusão, que soa anticlimática e sem o peso necessário para suceder um ato final tão brutal e agressivo, dando a sensação que aquele não é realmente o final dessa história (será?).
Podemos confirmar que este não é mesmo o final definitivo, já que a continuação do livro, Além do instinto, chega ao Brasil neste dia 25 pelo Globo Livros.
Nota: 3,5/5








