CRÍTICA | “O Som do Caos” é um ótimo remédio contra insônia

Sem muito marketing, na última sexta-feira (17) foi lançado o novo suspense belga original Netflix,O Som do Caos”, que vem com o propósito de unir um drama familiar com um suspense investigativo que flerta com o sobrenatural. Com a direção de Robin Kerremans e roteiro do trio Katelijne Damen, Sallie Harmsen e Johan Leysen o longa não consegue ser eficaz em nada que se propõe a abordar, deixando o espectador frustrado após 1 hora e 30 minutos jogadas no lixo.

O Som do Caos” traz a história do influenciador Matt (Ward Kerremans) que se muda com sua esposa Liv (Sallie Harmsen) para sua antiga casa de infância após de ter seu primeiro filho. Até que um dia ele se depara com um segredo obscuro do passado de seu pai (Johan Leysen), que sofre de demência. O que ele não esperava era ficar obcecado ao abrir inesperadamente a caixa de Pandora. 

O Som do Caos

Ambientado em uma cidade pequena, o filme carrega consigo o charme do interior, com algumas belas paisagens externas e comportamento estranho de cidadãos locais. De início a proposta até soa atrativa. Afinal, quem não gosta de um segredo? Ou de uma fofoca de cidade pequena? Todavia, o filme se perde nos seus primeiros trinta minutos.

Da mesma forma abrupta que o mistério é inserido ele se desenvolve. Tudo é apressado e desesperado, tanto as atuações quanto o roteiro em si. Não dando tempo algum para o espectador absorver as informações – que são muito confusas e cheia de lacunas – e, por consequência, não sabendo construir a dose de tensão que o gênero implora ter.

O Som do Caos: Ward Kerremans

Além do mistério em si, e da caçada da verdade, O Som do Caos” vai cavando um drama familiar, entre o protagonista e seu pai. Migalhas de informações são dadas através dos cidadãos e também pelo vislumbre da relação dos dois em tela. Todavia, as atuações são tão precárias que não há convencimento o suficiente para nos fazer acreditar no que é colocado em ação. O plot twist final perde o peso graças a falta de um bom desenvolvimento inicial.

O filme não consegue colocar em prática de forma minimamente suficiente nem os clichês que ele carrega, imagina inovar! O Som do Caos” é um filme que peca no seu maior pilar: o suspense. Ele prefere criar um protagonista caótico, que se perde aos poucos (com uma clara referência ao Iluminado), do que um enredo que nos faça acreditar da sua condição obsessiva e toda paranoia que o envolve. A falta de uma trama envolvente, transforma o longa numa perda de tempo e algo terrível de ser assistido. Mas ótimo para aqueles dias que você tem insônia. 

Nota: 1/5

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