Sempre fico com pé atrás antes de assistir uma sequência de uma produção que parece ter tido um fim satisfatório. “Casamento Sangrento”, de 2019, tornou-se um dos filmes de terror que eu mais gostei nos últimos anos, entregando entretenimento de qualidade. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que “Casamento Sangrento: A Viúva” poderia ser ainda mais divertido e sangrento do que o seu antecessor.
Inclusive, enquanto assistia ao novo longa de terror dirigido pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, tive a oportunidade de traçar paralelos com a minha franquia de filmes de terror favorita: Pânico. Em Pânico 2, de 1997, um dos personagens explica o que pode ser encontrado na segunda produção de uma sequência do gênero: mais mortes e mais sangue.

Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett parece terem entendido muito bem essas dicas e seguiram à risca, fazendo com que “Casamento Sangrento: A Viúva” fosse ainda mais grandioso do que o seu antecessor – apesar de não trazer grandes novidades para a sequência narrativa da história.
Apesar disso, “Casamento Sangrento: A Viúva” mantém um ritmo frenético e divertido do início ao fim. Começando imediatamente após o primeiro filme, as cenas de resgate e de sequestro da personagem principal Grace, interpretada por Samara Weaving, já demonstram que a nova produção busca respeitar suas origens.

Porém, se no primeiro filme Grace precisou sobreviver a apenas uma família – que buscava manter o seu poder e status honrando um pacto com uma entidade conhecida como “senhor Le Bail” -, neste novo longa o poder é ainda mais grandioso: quatro famílias disputam a vida da noiva para poder conquistar uma força e influência imensurável.
A cena que demonstra esse poder sem limite, inclusive, é feita de forma muito inteligente e simples: o grão-mestre em atividade, o senhor Danforth, assistia um conflito armado na televisão, na qual estava escrito que o cessar-fogo estava muito longe de acontecer. No entanto, com apenas uma ligação, o senhor Danforth ordena que a guerra terminasse, o que acontece em questão de segundos.
Diante de tanto poder, é fácil entender o porquê das famílias estarem tão empolgadas para tentar matar Grace e conseguir assumir o topo da cadeia alimentar no pacto entre pessoas tão poderosas e o senhor Le Bail.

Estrelado por Samara Weaving e, agora também, por Kathryn Newton, o segundo filme da franquia diverte, entretém, arranca boas risadas e cria tensão tal qual seu antecessor. É divertido e absurdo, com, por exemplo, bazucas sendo utilizadas para tentar assassinar a protagonista.
Se você gostou de “Casamento Sangrento”, “Casamento Sangrento: A Viúva” é uma pedida inteligente e obrigatória, pois entrega tudo o que o seu antecessor já havia feito anteriormente e vai além, honrando as regras das boas sequências das produções de horror.
O filme estreia hoje (19) nos cinemas de todo o Brasil.

Edit. final: Elijah Wood nunca vai se livrar do papel de Frodo, de Senhor dos Aneis. Em determinado momento, o personagem de Wood aparece segurando um anel que representa o poder, o que arranca boas risadas ao nos lembrarmos da aventura épica do hobbit interpretado por Wood.
Nota: 4,5/5