Infinite Icon: A Visual Memoir é um documentário musical biográfico sobre Paris Hilton que estreia nos cinemas hoje, 29 de janeiro de 2026. Ele é dirigido por JJ Duncan e Bruce Robertson e conta sobre o amor de Paris pela música, desde a sua infância, até o começo da sua carreira nos anos 2000 e o seu retorno aos palcos em 2024.
O filme usa de imagens de arquivo pessoal, vídeos caseiros inéditos, entrevistas e cenas de bastidores, tudo junto das performances ao vivo da cantora. Tudo com o drama, polêmicas em que Paris esteve envolvida, moda, luz e muito, MUITO brilho, sendo, definitivamente, a cara da Paris além da imagem feita dela nos anos 2000. É ela usando a sua voz para falar de si mesma como ela quer.
Tudo gira em torno de como a música foi importante para Paris, até na frase destacada no pôster do filme, “a música salvou a minha vida”. Nas entrevistas dos produtores que trabalharam com ela no começo da sua carreira musical, destaca-se que esperavam que ela fosse mais uma patricinha riquinha querendo bancar de cantora e usando seu poder aquisitivo para tal, mas que tiveram uma grande surpresa ao se depararem com ela realmente empenhada em todo o processo, desde a composição das músicas, até a pós-produção.

Outro ponto importantíssimo abordado é a maneira como Hollywood tratava as mulheres nos anos 2000. Era comum fomentar a rivalidade feminina e o slut shaming. Paris foi taxada de vagabunda porque um homem que ela se relacionou os gravou em momentos íntimos e vendeu essa gravação, fazendo com que ela fosse exposta para todo o mundo. Ela não teve direito de defesa, ninguém quis ouvir o que ela tinha para dizer.
Em suas músicas, principalmente as do seu álbum Infinite Icon (2024), Paris se orgulha de ser uma “vadia”, porque ela pode, ela é livre, ela é feliz e ninguém tem nada a ver com isso. Hoje, Paris é uma grande ativista da causa de vítimas de revenge porn (vazamento de conteúdo íntimo para descredibilizar e violentar mulheres), incluindo agora a discussão do uso de imagens geradas por inteligência artificial.
Aos 41 anos, Paris Hilton não é apenas a socialite loira mimada. Ela é modelo, atriz, DJ, cantora, empresária e mãe. Além de ser herdeira old money, as suas marcas pessoais renderam sozinhas bilhões de dólares. E ao contrário do que toda a mídia pintou da sua imagem, ela está longe de ser o estereótipo da loirinha burra e o documentário mostra isso.
Infinite Icon: A Visual Memoir é distribuído pela Sato Company e estreia nos cinemas hoje (29).
Nota: 3/5