Unindo K-Pop, animação, doramas e demônios, a nova animação da Sony Pictures Animation em parceria com a Netflix traz uma girl group que – além de cantar e dançar – combatem demônios e protegem da terra do mal do sub mundo. Lançado na última sexta (20) no streaming, a animação é simples, nichada ao público alvo, mas garante uma trilha sonora perfeita para os fãs do gênero, bem como fanservices a mesma audiência.
Com apenas 1 hora e 35 minutos de duração, em “KPop Demon Hunters” conhecemos Rumi, Mira e Zoey, que são estrelas do K-Pop nos palcos e caçadoras de demônios nas sombras. Quando um novo boy group rival surge, elas descobrem que os holofotes agora iluminam uma batalha muito mais sombria.
Com um bom humor característico sul-coreano, tanto na escolha visual da animação (com olhos e corações saltando e também expressões comumente conhecidas por quem consome animes) como narrativo. Apesar de ser uma fantasia musical de caça demônios, a personalidade do trio principal traz uma leveza gostosa a obra. Para o bem e para o mal, isso acaba fazendo “KPop Demon Hunters” ser um filme fácil e leve, mas sem densidade dramática necessária para se tornar marcante.
Apesar de ter mencionado o trio, vale ressaltar que apenas a protagonista Rumi é devidamente apresentada e desenvolvida em todas suas camadas dramáticas. Não vou me estender para não dar spoilers, mas sua história de dualidade entre bem e mal ofusca suas colegas de grupo, deixando apenas um gostinho de quero mais.

Por outro lado, a introdução da boy band é um completo fanservice para os fãs de k-pop e doramas. Usando referências explícitas de cenas de k-dramas, de boy groups existentes na vida real e até EXO como trilha sonora da sua primeira aparição no longa, a dinâmica de rivalidade entre os grupos é um prato cheio para os fãs de enemies to lovers. Jinu e Rumi protagonizam o filme sozinhos, movidos por seus segredos e traumas, enquanto entregam performances musicais viciantes e coloridas.
Logo, é justo assumir que nem todo mundo vai gostar de “KPop Demon Hunters“. O filme foi produzido focando um público alvo muito específico, e, bem, deu certo. A animação abre portas para uma era em que as mídias se fundem de maneira positiva, sem apostar em estereótipos.
Nota: 4/5