Uma coisa é certa, a categoria de Melhor Animação no Oscar deste ano está difícil como não estava há alguns anos. A emoção é a palavra chave para a categoria, desde Flow a Memórias de um Caracol, os filmes animados desta edição vão provocar as emoções mais intensas através de traços cartoon.
Do mesmo diretor de Lilo & Stitch e Como Treinar o Seu Dragão, Robô Selvagem traz uma aventura épica do robô Roz, a última unidade das chamadas ROZZUM ainda funcional e inteligente. Preso em uma ilha aparentemente sozinho, Roz precisa sobreviver às intempéries da floresta. Sua única esperança é se adaptar ao ambiente hostil e avesso às suas programações. Para isso, Roz passa a conviver com os animais aprendendo sobre a vida na selva e os modos de sobrevivência na natureza. É durante essa exploração que Roz encontra um filhote de ganso e estabelece como missão cuidá-lo. Desse laço inesperado com o bicho abandonado, Roz se aproxima de uma realidade nova e instigante, construindo uma relação harmoniosa com os animais nativos.

A integração tecnologia e natureza não é uma novidade no cinema, inúmeras histórias já trouxeram essa humanização através de relações interpessoais, aprendizados em sociedade e exercícios de empatia. Contudo, Robô Selvagem traz de forma divertida que entretém e comove também o público infantil. Servindo como aqueles filmes que compartilham uma lição valiosa com os menores, ele também constrói uma jornada emocionante suficiente para arrancar lágrimas dos adultos no cinema.
Robô Selvagem é uma história essencialmente simples, acompanha a jornada de um robô perdido em uma ilha à procura de um propósito. Até que enfim, encontra um. O diferencial é que seu propósito evolui para uma missão de vida, laços são construídos e uma comunidade é firmada ao seu redor. Aprendizados como comunhão, confiança, amor e lealdade são exibidos em tela, enquanto o carisma e o humor se fazem presentes na voz de Pedro Pascal que dubla a raposa Fink.
O filme está em exibição nos cinemas.
Nota: 4/5