Minhas expectativas para “O Homem do Saco”, novo filme de terror do diretor Colm McCarthy, desde o anúncio do seu lançamento, já eram baixas. Eu, em minha ignorância, não sabia que tinham elementos o suficiente para que um longa fosse feito em cima de uma lenda que ouvi na minha infância. Porém, eu estava errado.
Em O Homem do Saco, Patrick McKee (Sam Claflin) acaba de retornar para sua cidade natal com seu filho Jake (Caréll Rhoden) e sua mulher Karina (Antonia Thomas). Quando era criança, o pai de Patrick costumava contar, para ele e seu irmão Liam, a história desse monstro que levava crianças inocentes numa sacola e as devorava. Convencido de que escapou de um encontro com o homem do saco na juventude, Patrick permanece com os traumas desse dia assombroso até os dias de hoje. Agora, a entidade parece estar de volta, ameaçando a paz e a segurança de sua família e com o menino Jake na sua mira.

De fato, um bom filme poderia ter sido produzido a partir da história contada em “O Homem do Saco”. No entanto, infelizmente, não é este filme de 2025 que será essa “boa produção”. Com sorte, a sua possível sequência – pois é deixado brecha para isso – pode ser melhor e mais aterrorizante.
Isso porque, “O Homem do Saco” parece ser um gigantesco “quase”. É QUASE um filme terrível, é QUASE um filme mediano, é QUASE um filme aceitável, é QUASE um filme aterrorizante. Ao fim, perdido em um monte de clichês e na falta de coragem do diretor, o longa acaba sendo ruim.
Mesmo com apenas pouco mais de 90 minutos de duração, o filme estrelado por Sam Claflin custa passar e ser desenvolvido. Há tantas coisas desnecessárias e uma tensão tão profunda (contém ironia) quanto uma piscina infantil sendo criada e apresentada, que a produção chega a ser entediante em determinados momentos.

Quando, finalmente, começa a ação, O Homem do Saco parecia que ia deslanchar e se tornar um filme, ao menos, interessante e divertido. É aí que a produção esbarra na falta de coragem de McCarthy em tomar decisões ousadas ou até simples para um filme de terror, como eliminar personagens da trama, dando um pouco de sangue e pavor para que a produção realmente possa abraçar o gênero que pertence.
Até apostando em clichês já clássicos de filmes de terror – como um personagem de ‘fora’ aparecendo, dando peças do passado para terminar de montar o quebra-cabeça do porquê daquilo estar acontecendo -, McCarthy não consegue criar uma ambientação satisfatoriamente tensa para que o espectador cole o bumbum na cadeira e se retraia de medo.

Infelizmente, mesmo gostando do Sam Claflin, da Antonia Thomas e de Caréll Rhoden, o ator que faz o filhinho deles sendo a coisa mais fofa do mundo -, “O Homem do Saco” não convence, agrada por, no máximo, 20 minutos e é uma produção completamente dispensável e sem sal. Não assusta, não entretém, não diverte e não devolve os 90 minutos que passamos a assistindo.
O filme estreia nesta quinta-feira, dia 30 de janeiro, nos cinemas.
Nota: 1/5