Se tem uma coisa que os k-dramas exploram com vigor é a evolução do amor entre amigos para um romance de tirar o fôlego. O drama sul coreano da Netflix, “O Amor ao Lado” traz Jung Hae In e Jung So-Min para um romance friends to lovers, que para além do romance, conta uma história sobre o valor imensurável das amizades duradouras.
“O Amor Mora ao Lado” acompanha Bae Seok-ryu (Jung So-min), uma jovem que busca recomeçar a vida após enfrentar uma série de desafios e erros do passado. Ao retornar para sua cidade natal, ela reencontra Choi Seung-hyo (Jung Hae-in), um arquiteto renomado na Coreia e seu melhor amigo de infância. Agora, ambos adultos, eles precisam lidar com o impacto de suas antigas memórias e descobrir se o reencontro os aproximará ou afastará.

Com 16 episódios de mais de 1 hora de duração cada (sim, prepare-se para uma longa maratona), “O Amor Mora ao Lado” inicia sua história construindo uma amizade verossímil e muito divertida de se assistir entre os dois protagonistas. Com o passar da história a dupla mostra ser na verdade um trio e Kim Ji-Eun entra para o rol do elenco principal para ser o contrapeso entre a relação de gato e rato do casal de protagonistas.
O que há de mais belo no drama são as relações de amizade, seja entre o trio, que se apoia em decisões difíceis da vida adulta, ou apenas entre o casal principal. O companheirismo aqui é o que deixa a história mais atrativa e gostosa de se acompanhar. Principalmente porque a trama traz dilemas maduros, a respeito de burnout, carreiras, propósito de vida e a relação entre a expectativa dos pais sobre seus filhos.

Infelizmente, a trama demonstra nos episódios futuros ter uma certa dificuldade em promover o romance do casal principal. A transição de amizade para amor é prejudicada pela narrativa criada para Jung So-Min, tudo é robótico, frio e quando acontece é apressado e frustrante. Ainda assim, há uma luz no fim do túnel! Pelo menos nos dois episódios finais, o casal parece ter encontrado sua sintonia e constroem uma atmosfera mais aconchegante dentro do seu romance de longa data.
Bem, se So-Min teve um desempenho não esperado, de forma negativa nesse aspecto, Jung Hae In foi completo oposto. Auxiliado pelos flashbacks que mostram sua paixonite pela personagem desde da adolescência, foi muito mais fácil “comprar” seu lado da história, todas suas atitudes carregavam uma certeza dos seus sentimentos. Além de, é claro, ele ter sido responsável por uma das declarações românticas mais bonitas do ano!

Ainda no tópico amizades, “O Amor Mora ao Lado” traz um grupo de mulheres de meia idade que entre trancos e barrancos permanecem leais ao seu laço. O k-drama é sensível ao abordar assuntos como etarismo, a vida depois dos 50 e quebra alguns estereótipos de mulheres nessa faixa etária.
Por fim, “O Amor Mora ao Lado” pode ser considerado uma boa surpresa para os fãs de dorama. Apesar de não ter chamado tanta atenção quando foi lançado, e ter decepcionado algumas fãs que esperavam um grande casamento no fim (fique calma! tem final feliz sim), acredito que essa é uma daquelas histórias que vão crescer no gosto do público conforme o tempo passa, se tornando uma recomendação fácil e gostosa de assistir em tempos que exigem uma calmaria em sua vida.
Nota: 3.8/5
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