Home / Equipe / Ludmilla / CRÍTICA | Anna Muylaert retorna com um humor impecável na sátira “Clube das Mulheres”

CRÍTICA | Anna Muylaert retorna com um humor impecável na sátira “Clube das Mulheres”

Da cineasta Anna Muylaert, responsável por sucessos como Que Horas Ela Volta?, Durval Discos e O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias, chega aos cinemas nesta quinta-feira (28) “Clube das Mulheres“, uma sátira a respeito das estruturas de poder que são fortalecidas com a perpetuação do machismo e classismo.

Ambientado em um mundo onde os estereótipos de gêneros são invertidos, em “Clube das Mulheres” mulheres ocupam posições de poder que normalmente são ocupados por homens, e homens cumprem os papeis de serem socialmente submissos. Esse é apenas o começo de uma série de imagens e reflexões propostas ao longo do filme.

Fasc 2024 terá estreia do filme 'O Clube das Mulheres de Negócios' - O que  é notícia em Sergipe

Com um elenco repleto de estrelas, como Cristina Pereira, Louise Cardoso,  Irene Ravache, Katiuscia Canoro, Grace Gianoukas ,  Shirley Cruz,  Polly Marinho, Helena Albergaria e Itala Nandi, o longa insere nas mulheres personas conhecidas em nossa sociedade atual, que na verdade são desempenhadas por homens. Do político-religioso, ao empresário assediador e do armamentista sem noção, as mulheres acabam ocupando esses espaços predominante masculinos sem qualquer tipo de adaptação ao gênero de forma criativa.

O roteiro de Anna Muylaert por mais que tenha algumas tiradas inteligentes, principalmente em seu humor, carece de ousadia e irreverência ao criar este mundo fictício. A sorte dela é que o elenco escolhido a dedo consegue elevar o seu texto além do esperado. Katiuscia Canoro é uma das grandes estrelas do longa, todo seu tempo de tela é muito bem aproveitado, com um timing inacreditável para ao humor que somente sua expertise na comédia poderia fornecer.

O Clube das Mulheres de Negócios (2024) – Meio Amargo

Apesar do lapso criativo mencionado, uma coisa que Clube das Mulheres traz de interessante é o apelo ao surreal e brutal, todos eventos que se desenrolam é tão absurdo e visualmente perturbador (de assédios a ataque de onças) que o choque causado pela direção de Muylaert nos leva a questionar a manutenção geracional de poder que acontece em nossa sociedade. A cereja no topo do bolo é definitivamente o surgimento das onças, que aparecem de modo que a história escalona ao seu maior (e melhor) ápice da loucura.

Clube das Mulheres não é o melhor trabalho de Anna Muylaert, mas também não é o pior. O bizarro das atitudes humanas que explorou em 2002 com Durval Discos, retorna de forma mais atualizada e crítica a personalidades conhecidas nacionalmente. Assumindo uma postura mais descontraída, os melhores momentos do filme é quando ele não se leva a sério, perdendo a atenção do espectador justamente com o elenco masculino que se torna o pilar “racional” da obra.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *