“A Árvore do Halloween”, de Ray Bradbury, distribuído pela editora Bertrand Brasil, é um livro bastante interessante. Não posso falar que eu amei a experiência de ler a obra, mas realmente me vi prestando atenção durante todo o tempo. É um livro curto, com cerca de 150 páginas, e bem tranquilo de ser lido.
A obra narra a história de um grupo de amigos na noite do Halloween. Porém, eles estão desfalcados por um dos colegas, que não pôde comparecer, mas os mandou até uma casa supostamente mal-assombrada. A partir daí, a história realmente começa.
Este amigo, Pipkin, aparece e é sequestrado por alguma criatura misteriosa. Os outros amigos se reúnem com outra criatura para ir ao seu resgate. Com isso, viajam, pelo menos, 4 mil anos no tempo, até o período dos homens das cavernas.
Em cada passagem de tempo, fosse no período dos homens das cavernas, no antigo Egito, na religião dos druidas, ou no México, rituais e homenagens aos mortos eram demonstradas e contadas. E, assim, o livro vai contando toda a sua história, homenageando esses rituais antigos, que se repetem, mas se modificam por localidades ou religiões.
Seja o Dia de los Muertos ou o Halloween ou qualquer outro, o ritual sempre tem como objetivo, além da diversão, homenagear aqueles que já se foram. Ademais, também é uma bela celebração da vida, demonstrando o porquê ainda estamos vivos e precisamos seguir em frente.
Em uma grande aventura mágica e fantástica, o grupo de jovens amigos se veem em várias enrascadas nesses rituais, nessas histórias, fazendo com que o leitor possa imergir melhor em todas essas homenagens aos mortos, tendo uma noção melhor de como esses rituais são importantes em determinadas sociedades.
Claro que, por ser um livro juvenil, e quando fica claro qual é a sua intenção, o final é bastante previsível em todas as suas conclusões. Porém, isso não diminui a magia de “A Árvore do Halloween”, que vale a pena ser lido, principalmente para lembrarmos da importância de homenagear os nossos antepassados.