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CRÍTICA | ‘Sorria 2’: maior; mais caro; mas melhor?

Continuação direta de Sorria (2022), Sorria 2 nos apresenta Skye Riley, uma popstar que começa a experimentar eventos cada vez mais aterrorizantes e inexplicáveis. Sobrecarregada pelos horrores crescentes e pelas pressões da fama, ela deve enfrentar seu passado sombrio para recuperar o controle de sua vida.

Só pelos trailers notamos como a franquia Sorria ganhou a confiança da produtora e recebeu um maior orçamento para a sua sequência. Durante o filme também vemos uma evolução de Parker Finn, tanto na direção, como no desenvolvimento do seu roteiro. O universo do filme também tem a sua amplitude, saindo do âmbito particular de uma psiquiatra, para a imensidão da vida de uma diva pop que está querendo reerguer a sua carreira.

As atuações são um dos pontos altos do filme. Naomi Scott nos entrega uma protagonista bem redonda, conseguindo trazer as nuances de uma diva pop que está sendo atormentada, inicialmente pela via de astro, e posteriormente por uma entidade sobrenatural. Rosemarie DeWitt também nos entrega muito bem a dualidade de uma mãe que se preocupa com sua filha, mas ao mesmo tempo não quer perder toda a fama e sucesso que Skye conquistou.

Lukas Gage e Ray Nicholson entregam ótimas performances corporais, então mesmo com pouco tempo de tela, se destacam quando entram em cena. Quem fica um pouco abaixo do tom é Dylan Gelula, que permanece confortável no papel da melhor amiga da protagonista.

Por não precisar apresentar novamente toda a dinâmica do universo do demônio que atormenta os personagens, Parker Finn ganha mais tempo para desenvolvê-los, principalmente a protagonista, que ganha mais camadas e nuances, se comparado com o primeiro filme. Além disso, o filme não se desenrola muito diferente do seu antecessor. A conclusão do filme, o espectador mais atento já consegue imaginar desde o seu primeiro ato, assim como outras reviravoltas que o diretor coloca ao longo da trama.

Os jumpscares do longa funcionam muito bem, causando tensão nos momentos certos e gerando diversos gritos de sustos na sala do cinema. O ponto alto do filme é o seu desenho de som, comandado por Tobias Poppe, a edição de som ajuda certeiramente na construção da trama, com efeitos pontuais e uma trilha sonora que engrandece a obra. Também temos boas cenas de transição, nada que nunca tenha sido feito, mas que sempre impressiona para quem gosta de observar detalhes técnicos.

Com muitos sustos e sangue, Sorria 2 dificilmente vai entrar nas listas de melhores filmes dos aficionados pelo cinema de horror. Porém a obra funciona muito bem como um blockbuster do gênero para aqueles que assistem terror para sentir a tensão e arrepios na pele e não estão preocupados com um super desenvolvimento de roteiro. Dentro do que Finn se propõe a fazer, ele executa muito bem, engrandecendo nessa continuação o universo que nos havia apresentado em 2022.

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