Arrisco-me a dizer que “Estômago”, de 2007, já é um dos clássicos do cinema nacional no século XXI. Agora, 17 anos depois do lançamento do primeiro longa, chega aos cinemas “Estômago II – O Poderoso Chef”, que tem potencial para ser tão reconhecido e aclamado quanto o seu antecessor.
Dirigido, mais uma vez, por Marcos Jorge, Estômago II não inova em sua fórmula, seguindo a mesma receita do sucesso do primeiro filme da franquia. No entanto, o que poderia ser um clichê ruim se tornou algo divertido e seguro, tanto graças ao carisma dos atores e personagens quanto à fluidez do roteiro.

O filme, ao longo de suas 2h de duração, apresenta situações divertidas e tensas, fazendo um paralelo entre o passado e o presente – tal qual o primeiro longa. Se na produção de 2007 o grande protagonista era, quase que unicamente, Raimundo Nonato, no novo filme o querido chef brasileiro divide o estrelato com um mafioso italiano.
A direção da produção, assim como a trilha sonora, também chamam bastante a atenção pela qualidade do filme. Assim como foi em Estômago, o som de comida, da cozinha, e a música para momentos mais descontraídos e de diversão se enquadram bem ao longa.

Estômago II é, com certa tranquilidade, um dos melhores filmes que eu assisti neste ano de 2024. Uma pedida certa para qualquer um que goste e respeite o cinema nacional e saiba reconhecer a sua qualidade. Se bem que, com uma produção deste nível, basta não ter síndrome de vira-lata para reconhecer a grande joia que o longa é.
Nota: 4.5/5