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CRÍTICA | “Clube dos Vândalos” faz aceno divertido à origem de clubes de motoqueiros

Como brasileiros, inspirados por inúmeros filmes estadunidenses, fomos acostumados a ser impactados e, até mesmo, ter certo temor ou admiração a clubes de motoqueiros. Diversas produções do gênero, dos Estados Unidos, chegaram aclamadas ao Brasil, com grande sucesso, como Sons of Anarchy. “Clube dos Vândalos”, dirigido por Jeff Nichols, chega aos cinemas com o mesmo potencial de sucesso.

Isso porque, estrelado por nomes como Austin Butler, Tom Hardy e Jodie Comer, Clube dos Vândalos brilha do início ao fim, em suas quase duas horas de duração. Inspirado em um livro publicado no século XX, a produção, contando com o carisma do seu elenco, faz um aceno divertido às origens dos clubes de motoqueiros e destaca como esses grupos foram tornando-se, em parte, gangues ao longo dos anos.

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Nichols destaca, com brilhantismo e um roteiro sedutor, como o clube Vândalos de Chicago surgiu reunindo os amigos para curtirem juntos as suas paixões em comum. Em busca de liberdade, pequenos delitos – ou atos de vandalismos, para fazer um jogo de palavras com o título do filme – eram praticados. No entanto, não eram ocorrências que colocavam em risco a vida de ninguém, mas passava aquela sensação de “somos livres e rebeldes”.

Esta sensação, inclusive, fica clara em uma das cenas da produção, quando Johnny, personagem de Hardy, dirige-se a Benny, interpretado por Butler, e diz que todos os membros do clube querem ser como ele, por sua liberdade e sua maneira de viver a vida. Sendo um elogio ou uma crítica, essa conversa em específico resume muito bem qual foi a ideia que o filme quis passar.

Foto de Jodie Comer - Clube dos Vândalos : Fotos Austin Butler, Jodie Comer  - Foto 5 de 14 - AdoroCinema

A narrativa é contada do ponto de vista de Kathy, interpretada por Jodie Comer. Narrando os eventos do passado a um repórter fotográfico, a personagem conta como os eventos foram acontecendo e fazendo com que o clube dos motoqueiros, como era conhecido, fosse se aproximando do fim com o passar dos anos, o crescimento de outras filiais e a incorporação de novos membros.

Da mesma forma que, de maneira divertida, Clube dos Vândalos faz um aceno ao passado e aos clubes de motoqueiros, o filme, de maneira trágica, demonstra como esse idealismo utópico dos integrantes foi sendo destruído e desvirtuado com o passar dos anos. Um filme que, apesar de eu, particularmente, acreditar que poderia ter uns 15 minutos a menos de duração, vale a pena ser visto e apreciado.

O filme estreia hoje (20) nos cinemas de todo o Brasil.

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