Nove anos após entrarmos na cabeça de Riley e conhecermos mais a fundos as suas emoções, “Divertida Mente” ganha uma sequência abordando as mudanças da transição da infância para a adolescência. Com grandes expectativas para o retorno, o novo lançamento da Disney e Pixar falha em criar algo inédito e repete o enredo do seu antecessor.
“Divertida Mente 2” retorna à mente de Riley, que já é uma adolescente e vive um momento de mudanças. Por isso, o Quartel General também passa por uma grande reforma. Agora, Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva vão precisar dividir o espaço com novas emoções: Ansiedade, Tédio, Inveja e Vergonha, que chegaram para deixar a nova fase de Riley ainda mais intensa.

A sequência teve uma grande mudança na equipe, agora com a direção de Kelsey Mann e roteiro de Dave Holstein, a única presença que se manteve nos dois filmes foi da cineasta Meg LeFauve, que co-escreveu o roteiro com Holstein. A pergunta que paira no ar após analisar essa mudança é se ela foi o fator decisivo que os impediu de serem originais e os forçou a se manter em terreno conhecido. Ou se por ter elas, as novas adições se sentiram confortáveis e tentados a tentar repetir os mesmos passos como garantia de um sucesso.
“Divertida Mente 2” replica o mesmo enredo do seu antecessor, com os mesmos dilemas das emoções — até a mesma aventura pela mente de Riley — e, por fim, uma conclusão bastante similar, entregando o mesmo aprendizado como lição de moral ao público infantil. Assim, o filme acaba por ser previsível durante toda sua duração e nos faz questionar se realmente havia algum motivo plausível para sua existência a não ser tirar alguns milhões de bilheteria baseada na nostalgia.

Apesar disso, surge necessidade de afirmar que “Divertida Mente 2” não é um filme ruim. Para longe disso, ele consegue entreter, provocar risadas espontâneas, emocionar e – o principal – gerar identificação. Ao inserir dilemas juvenis, a produção consegue se aproximar de um público mais velho com mais facilidade. O fato da puberdade ser uma época na vida marcante (principalmente das meninas) ajuda com essa relação, mesmo que essa fase já tenha acabado décadas atrás para quem assiste. Assim, a nostalgia realmente anda de mãos dados para fazer a obra funcionar, seja a nostalgia do primeiro longa ou a nostalgia pessoal.
Uma coisa é certa, o filme é extremamente eficaz em transformar situações muito emotivas em um enredo de aventura para seus personagens inanimados. Assim, quando situações como a necessidade de se encaixar, o medo do futuro e as crises de ansiedade com as mudanças se apresentam em tela elas ganham uma dimensão emotiva maior com a ajuda dos “divertidamentes” que justificam a existência de cada ação e apresentam uma profundidade para tal.

Por fim, fica fácil de enxergar que “Divertida Mente 2” será definitivamente um sucesso inegável. Todas as fórmulas já familiarizadas pelo público se encontram ali, tudo que a audiência precisa para passar 1 hora e 36 minutos com o mais absoluta prazer que o audiovisual pode entregar, realmente experimentando todas as emoções.
“Divertida Mente 2” estreia no Brasil no dia 20 de junho! E espere o fim dos créditos finais que, por mais que seja decepcionante, existe uma cena final bônus.
Nota: 3/5