Home / Filmes / CRÍTICA | “Furiosa: Uma Saga Mad Max” erra na troca de marcha e entrega menos que seu antecessor

CRÍTICA | “Furiosa: Uma Saga Mad Max” erra na troca de marcha e entrega menos que seu antecessor

Lançado no dia 23 de maio, Furiosa: Uma Saga Mad Max é um filme de ação e aventura, sendo um prelúdio do filme Mad Max: Estrada da Fúria. O filme possui 2h28min de duração, conta com a direção do criador da série, George Miller, e com as atuações de Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth e Tom Burke.

Furiosa (Anya Taylor-Joy) conta a história da personagem que dá nome ao longa, essa que foi interpretada por Charlize Theron no longa de 2015. O filme mostra a infância, adolescência e o início da vida adulta de Furiosa, e como ela se tornou a personagem forte, habilidosa e intimidadora que conhecemos.

Além de Furiosa, conhecemos Dementus (Chris Hemsworth), o grande vilão do filme, e Pretor Jack (Tom Burke), um dos mentores da personagem. Esses dois personagens em específico são alguns dos pontos mais positivos e mais negativos do filme, em especial o personagem de Hemsworth.

Chris Hemsworth tem se especializado nos útlimos anos em interpretar personagens cômicos, escolha completamente normal e acertada para os últimos filmes que o ator aparece na Marvel, mas completamente fora do lugar para um filme como Mad Max.

As atuações não são pontos negativos nem pontos positivos. Anya Taylor-Joy faz uma Furiosa bem diferente da que conhecemos através de Charlize Theron, o que não é ruim, e Tom Burke faz um personagem bem esquecível. Já sobre Chris Hemsworth

Dementus é um vilão fraco, alheio ao mundo que Miller tenta representar e que tenta ser carismático, mas falha terrívelmente nessa tentativa. Todo o arco que envolve a participação de Hemsworth no filme serve apenas para aumentar o tempo dele, não trazendo cenas de ação marcantes e mostrando um senso de humor genérico.

Falando sobre as cenas de ação do filme, algo que foi um grande ponto de interesse em Estrada da Fúria, não temos grandes momentos. Embora o filme mostre toda a vida de Furiosa, não parece que a persoangem viveu tantos momentos marcantes assim, com pouquíssimas cenas realmente empolgantes e geralmente entediantes até.

Furiosa: A Mad Max Saga

Quando comparado ao filme anterior, Furiosa mostra na feiura o motivo de George Miller ter sido um gênio ao optar pelo uso de efeitos práticos marcantes em Estrada da Fúria. O novo longa não parece ter o esmero visual que o primeiro possui, com cenas de ação que não ficam na cabeça, poucos momentos empolgantes e um foco maior nos efeitos especiais, que não nem de longe tão interessantes quanto as batidas de carro ultra realistas do primeiro.

Isso não significa que o filme é ruim, ele tem sim momentos interessantes, mesmo que estes sejam mais longos que deveriam. Furiosa: Uma Saga Mad Max é um filme divertido, porém quando colocamos ele ao lado de Mad Max existe um abismo no carinho que cada um dos filmes recebeu.

Furiosa: A Mad Max Saga has all the trappings of a prequel that exists to  milk a hit movie. Does that matter? - ABC News

Já que falamos dos visuais, vamos falar sobre a fotografia. Ela é completamente mediana. Assim como as cenas de ação, os momentos de contemplação no filme são quase inexistentes, e até momentos que no primeiro filme criaram cenas incríveis – como a tempestade de areia – se tornam sem graça.

Furiosa: Uma Saga Mad Max não é um filme ruim, longe disso. O maior desafio do longa é ser uma sequência de Mad Max: Estrada da Fúria, um dos filmes de ação mais impressionates lançados na década de 2010. Sendo mais longo e mais chato, Furiosa parece ruim em comparação, mas não acho que seja um filme realmente detestável. Válido para quem está curioso em saber da história da co-protagonista de Estrada da Fúria e para quem gosta de filmes de ação. Furiosa: Uma Saga Mad Max está em cartaz nos cinemas.

Nota: 3/5

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *