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CRÍTICA | “Os Estranhos – Capítulo 1” tem tensão do início ao fim

Não é surpresa para ninguém que o meu subgênero favorito do terror é o slasher. Logo, quando recebi o convite para assistir a produção “Os Estranhos – Capítulo 1” me empolguei. Felizmente, apesar de alguns problemas, minha animação foi recompensada com um bom filme de suspense – deixando um gostinho de ansiedade para os seguintes.

Os Estranhos: Capítulo 1 é o primeiro longa-metragem de uma nova trilogia de terror dirigido por Renny Harlin, diretor finlandês conhecido por seu trabalho em Duro de Matar 2. Na trama, a jovem Maya (Madelaine Petsch) viaja para o campo com seu namorado Ryan (Froy Gutierrez) para começar uma nova vida no noroeste do Pacífico. Durante a viagem o carro quebra e o casal é forçado a passar a noite em um Airbnb isolado na floresta, onde são aterrorizados até o amanhecer por três estranhos mascarados. O que começa como uma luta para permanecer viva, torna-se a jornada de coragem de uma mulher.

Os Estranhos – Capítulo 1': Madelaine Petsch é atormentada por  desconhecidos em clipe do terror - CinePOP

Para mim, o maior problema do filme, infelizmente, foi a superficialidade do casal de protagonistas, interpretado por Madelaine Petsch e Froy Gutierrez. A história genérica dos dois não auxilia em nada para que o público consiga se conectar com os personagens. Essa questão faz com que os espectadores permaneçam distantes do casal, dificultando a conexão.

No entanto, apesar disso, “Os Estranhos” desenvolve muito bem e envolve o telespectador do início ao fim. Com cenas repletas de tensão, auxiliadas por uma trilha sonora sem igual, o filme deixa o público preso na cadeira do cinema desde o seu primeiro minuto. Quando pensamos que podemos relaxar, algo novo acontece.

Os Estranhos – Capítulo 1': Madelaine Petsch é atormentada por  desconhecidos em clipe do terror - CinePOP

Claro, a produção não apresenta nenhuma novidade, mas ela não se propõe a inovar em nada. Tudo o que ela promete, ela entrega: uma história simples, com tensão, antagonistas que empolgam e deixa perguntas no ar para que os próximos filmes da saga possam responder. De fato, meu único desagrado no filme foi a dupla de protagonistas, que não me convenceu em nada.

“Os Estranhos” vale a pena ser visto. Um filme slasher divertido e tenso, que entretém do início ao fim e deixa um potencial futuro em aberto, podendo desenvolver ainda mais esse universo da cidade de Venus. Infelizmente, houve um erro na escolha da dupla de protagonistas (não dos atores, mas do desenvolvimento dos personagens). Ainda assim, a produção agrada.

O filme estreia nesta quinta, 30 de maio, nos cinemas de todo o Brasil.

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