Inspirado em um livro que ainda não foi lançado, “Argylle – O Superespião” chega aos cinemas nesta quinta-feira (01) com um grande elenco em uma trama recheada de bom humor enquanto realiza uma sátira aos filmes de espionagem.
Em “Argylle – O Superespião“ conhecemos Elly (Bryce Dallas Howard), uma renomada autora que ficou conhecida por uma série de romances de espionagem que acompanham o agente Argylle (Henry Cavill). Porém, inesperadamente, a trama de Elly deixa de ser apenas uma ficção e acaba se tornando realidade, colocando a escritora no centro de uma complexa e perigosa teia de trapaças e assassinatos. Com a ajuda de Aiden (Sam Rockwell) e o gato Alfie – seu fiel companheiro – Elly deve lidar com as consequências do encontro entre o mundo real e fictício.

Os minutos iniciais são destinados a ambientar o espectador na história fictícia criada por nossa protagonista. O trio Henry Cavill, John Cena e Dua Lipa desempenham seus papéis do modo que deve ser: extremamente brega e caricato, tirando sarro de todo o gênero que estão inseridos e extremamente confortáveis neste local. A trilha sonora contribui para essa sensação ao longo da trama, com uma estética sonora com identidade dos anos 70, o conjunto visual + som contribui para que vejamos os personagens deste modo.
A única coisa que prejudicou o início foram os efeitos visuais. A computação gráfica mostra ser ineficaz logo no começo e se estende por alguns momentos pontuais da trama, como se tivesse sido finalizada rapidamente pela equipe de VFX, resultando em um aspecto desconfortável visualmente como os jogos de PlayStation 2.
Contudo, assim que a trama é transportada para a “vida real” o desconforto vai embora. As cenas de ação são completamente hipnotizantes, remetendo até mesmo a um lançamento não tão distante de nós “Trem-Bala“, com dinamismo, um ágil jogo de câmeras e uma ótima coreografia.

Bryce Dallas Howard e Sam Rockwell formam uma dupla espetacular. A imersão na história é tão rápida e fácil que todos os acontecimentos a seguir que envolvem a dupla não levantam qualquer questionamento para quem assiste. O exagero e a extravagância da produção é repleto de humor, assim, é possível ver que “Argylle – O Superespião” não se leva a sério em momento algum, por isso todo seu lado mais “pastelão” funciona com perfeição. Rockwell acaba se destacando mais na obra e cativa a audiência com extrema facilidade, tanto nas lutas quanto em suas tiradas e interações cômicas.
A história de “Argylle – O Superespião” não é complexa, nem inovadora. Pelo ao contrário, há filmes muito divertidos que tiram sarro de si mesmo e de todos os outros inseridos no mesmo gênero. Contudo, a parceria entre a direção de Matthew Vaughn e o roteiro de Jason Fuchs resultou em um blockbuster inesperado em sua execução, ainda que seja um pouco longo demais (sem necessidade), as 2 horas e 20 minutos de duração são bem aproveitadas com plot twists, danças e lutas muito bem coreografadas, um ótimo desenvolvimento de personagem e com o gostinho de quero mais ao fim – instigada pela cena pós créditos.
Sim! O filme tem UMA cena pós crédito. E se você quiser saber qual é, confira a nossa matéria especial aqui.
Nota: 3,8/5