David Ayer retorna aos cinemas dirigindo o novo longa de ação da Diamonds Films, “Beekeeper: Rede de Vingança” estrelado por Jason Statham. Com estreia programada para esta quinta-feira (11), a produção acentua os clichês genéricos do gênero enquanto coloca o protagonista em um papel excessivamente dramático em sua performance.
Em “Beekeeper – Rede de Vingança ” conhecemos Adam Clay (Statham), um homem aparentemente comum que esconde um grande segredo: ele é ex-agente de uma poderosa organização clandestina chamada Beekeepers (Apicultores). Em uma perigosa conspiração, Clay acaba perdendo uma pessoa muito querida. Tomado pela fúria, ele parte em uma busca frenética por vingança.
Com 1 hora e 45 minutos de duração, “Beekeeper – Rede de Vingança” mostra ser genérico em tudo que se propõe a fazer. Assim que o longa se inicia é possível prever cada passo que ele irá tomar, quais segredos serão revelados e de que maneira o protagonista ditará o rumo de sua trajetória.
Acompanhado de um roteiro previsível e com diálogos recheados de frases de efeitos, a produção constrói um protagonista que parece ter saído de um filme dos anos 80. Statham recita suas falas lentamente, como se toda cena fosse construída para ser a cena de impacto de um trailer extenso. Mesmo sendo prejudicado pelo diretor e roteirista, Statham mostra que ainda tem habilidade de sobra para estrelar combates de corpo a corpo. Logo, ao menos as cenas de ação não deixam a desejar.

É inegável que o plot principal do filme conquista a sua curiosidade. Afinal, ele lida com golpes cibernéticos em pessoas de extrema vulnerabilidade. Como isso é algo que acontece na vida real, a obra acaba por criar uma conexão entre audiência e os personagens envolvidos, pelo menos alguns deles. Infelizmente, a personagem de Emmy Raver-Lampman não se enquadra neste caso (e a culpa não é da atriz). Prejudicada pela construção do seu personagem no roteiro de Kurt Wimmer, sua personagem exagera em uma moralidade e ética não condizente com o longa. Apática e destoante do que esperávamos dela, a agente Verona Parker só aparece em tela para causar irritação.
Em contraponto, Josh Hutcherson surpreende vivendo um vilão mais moderno. Dando vida a um homem mimado, egocêntrico e prepotente, em seu pouco tempo de tela se faz presente e marcante. Uma pena que todo seu desfecho foi afetado por uma tomada de decisões criativas péssimas que fizeram perder o impacto de tal momento.

Não esperava muito de “Beekeeper – Rede de Vingança” e ainda assim fiquei decepcionada. É evidente que o elenco tentou de algum modo salvar a obra, mas toda a direção confusa e incompetente de Ayer em conjunto com o roteiro inconsistente de Wimmer fizeram do filme uma produção que passará despercebido entre os lançamentos deste ano (e dos próximos).
Nota: 1,5/5








