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CRÍTICA | O silencioso e surpreendente ‘Ninguém Vai te Salvar’

Silenciosamente a Star+ lançou um novo terror em sua plataforma. Ninguém Vai te Salvar nos apresenta Brynn (Kaitlyn Dever), uma jovem reservada, que tem sua casa invadida por extraterrestres que ameaçam seu futuro e a obrigam a encarar o passado. O filme é produzido, escrito e dirigido por Brian Duffield.

Ninguém Vai te Salvar está sendo bastante comentado pelo seu caráter experimental, um filme com pouquíssimas linhas de diálogos, com basicamente um personagem central e que conduz toda a narrativa. Para quem gosta de filmes verborrágicos ou a estrutura clássica hollywoodiana, vai se sentir incomodado com o longa e talvez termine os 93 minutos de filme sem ter gostado do que viu, mas o filme entrega uma boa história um bom terror e consegue prender o espectador mesmo sem falas.

O filme se ancora em dois mistérios: os da criaturas extraterrestres, que se assemelha a um terror sobre natural, mas essa vinda de outro mundo dá uma nova camada de sci-fi para o terror; o outro mistério do filme é envolto do passado da personagem, desperta muito mais a curiosidade do espectador e nos revela os segredos e medos da personagem. A direção de arte aqui faz uma trabalho espetacular, mostrando não só que esse passado afeta Brynn, mas que ela ainda está presa nele pelas suas roupas, sua casa, seus hobbies, etc

Kaitlyn Dever já passou pela comédia e pelo drama, em Ninguém Vai te Salvar ela demonstra mais uma vez sua versatilidade fazendo um trabalho impecável. É muito difícil para um ator demonstrar as emoções dos personagens apenas através de expressões corporais e faciais, mas a falta de diálogos não atrapalha Kaitlyn e ela traz vida a uma Brynn cheia de nuances, medos e também coragem.

Ninguém Vai te Salvar traz um novo fôlego em tempos de terror supra didáticos. Com seus roteiro “silencioso” e uma estética experimental, o filme é um candidato a se tornar um ‘cult’ nas próximas conversas sobre o gênero, podendo vir a ser referência em novas produções. É apenas o segundo filme de Brian Duffield na direção, mas ele consegue conduzir muito bem a trama, que é auxiliada por uma atuação espetacular e uma direção de arte primorosa, tanto em aspectos de objetos quanto em efeitos, como os monstros alienígenas.

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