CRÍTICA |  Terceira temporada de “The Witcher” fornece uma despedida agridoce de Henry Cavill

A Netflix lançou em seu catálogo, na última quinta-feira de julho, a segunda parte da terceira temporada de The Witcher e é impossível não ligar essa temporada a um adeus à Henry Cavill como o protagonista Geralt de Rivia. O protagonista soube equilibrar a ação, drama e romance dentre de um personagem complexo e carrancudo.

A terceira temporada da série tem a dose perfeita de romance, ação, drama e personagens motivados que te fará querer assistir toda a temporada de uma vez só. 

Nesses novos episódios, os desejos de Henry Cavill para a série pareceram ser atendidos. Como um grande fã da obra de Andrzej Sapkowski, o ator vem tentando fazer com que a série se aproximasse cada vez mais do livro, que foi uma ótima surpresa nessa temporada. Com falas diretas do livro Tempo de Desprezo, a adaptação é capaz de agradar até os fãs mais exigentes, com sutis diferenças para servir melhor na mídia audiovisual.

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A primeira parte da temporada é marcada pelo treinamento de Ciri (Freya Allan), onde Yennefer (Anya Chalotra) a ajuda a controlar seus dons enquanto viajam junto a Geralt pelo continente. A interação familiar entre os três é gostoso de assistir, demonstrando uma química inegável entre os atores. Nessa primeira parte que conta com 5 episódios, também há um destaque interessante para os elfos, povo de Nilfgaard e a caça de gato e rato entre Geralt e o feiticeiro Rience (Sam Woolf). Outro personagem que sofreu troca de ator, que anteriormente era interpretado por Chris Fulton, que por conflitos na agenda por seu personagem em Outlander.

Outro ponto positivo da dessa temporada foi o romance entre Jaskier (Joey Batey) e Príncipe Radovid (Hugh Skinner). O ator que interpreta o bardo esteve envolvido nas decisões de roteiro nesse tema e trouxe para a série de uma forma uma sensível e divertida não apenas a descoberta da sexualidade, mas também de finalmente ter laço afetivo com alguém, uma vez que Jaskier é a personificação de mulherengo na série. 

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Já na segunda parte da temporada, a ação tomou conta da série. Os combates perfeitamente sincronizados, as batalhas sangrentas e caóticas dão brilhos nos olhos de quem gosta de uma boa briga. As cenas de ação será um dos pontos mais difíceis para o sucessor de Henry, Liam Hemsworth, superar.

Freya Allan, intérprete de Ciri, parece se sentir mais confortável no papel entregando uma personagem mais desenvolvida e forte, apesar da crise de identidade. A princesa de Cintra precisou fugir durante toda a temporada dos Elfos, Nilfgaardianos e todo tipo de caçadores de recompensa. Com Geralt ferido e Yennefer a frente de Aretusa, na próxima temporada Ciri precisará enfrentar novos desafios. Porém, contará com ajuda da gangue dos Ratos, apresentadas no último episódio.

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A atuação impecável de Henry, principalmente nos últimos episódios, deixa um gosto amargo na sua partida. Quando vemos a dificuldade no olhar de Geralt tendo que lidar com a sua recuperação e o forças que eu junta para matar os soldados e mandar um recado que está a caminho para proteger sua filha, mostra o quanto o ator está alinhado com a nova fase do personagem.

É inevitável assumir que há uma preocupação pairando no ar… será que o ator Liam Hemsworth será capaz de passar a mesma mensagem e ser digno da peruca branca e o medalhão de Geralt? E com a saída de Henry da produção, os showrunners seguirão fiéis aos livros como foi a última temporada? Ficamos na torcida para que sim!

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