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CRÍTICA | “Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe” garante uma diversão ímpar, do começo ao fim

A Tribernna assistiu o filme antecipadamente a convite da Universal Pictures 

Irreconhecível, macabro e grotesco, assim Nicholas Cage surge como o irreverente Conde Drácula no novo filme da Universal Picutres, “Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe“. Unindo comédia, terror e fantasia, o longa escolhe abordar a relação tóxica entre Conde Drácula e seu assistente Renfield, vivido por Nicholas Hoult. Excêntrico e flertando com o terror gore, o filme tinha de tudo para ser espetacular em sua bizarrice, mas se torna “mais um” dentro os lançamentos do ano.

No filme dirigido por Chris McKay conhecemos mais a fundo Renfield (Hoult), o leal capanga do temido Conde Drácula (Cage). Renfield se dedica totalmente a servir o Conde e obedece prontamente todas as suas ordens, incluindo encontrar as presas perfeitas para que o vampiro possa continuar vivendo por toda a eternidade. Porém, após tantos séculos de servidão, Renfield finalmente tem um momento de lucidez e decide que quer deixar seu posto para começar uma nova vida longe do “chefe”.

Renfield's Black & White Dracula Prologue Was Much Harder To Pull Off Than  It Seems

Com apenas 1 hora e 33 minutos de duração, “Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe” escolhe ser direto em sua proposta e não faz rodeios quanto a insatisfação do protagonista. Com uma cena inicial repleta de ação sangrenta e claras referências ao clássico Drácula de Béla Lugosi, a produção eleva a expectativa do espectador que espera neste instante nada além do extraordinário. 

Todavia, o roteiro de Ryan Ridley peca em enxergar a necessidade de inserir um arco humano e real dentro dessa história que se sustentava por si só pela fantasia. Isso se dá pelo arco narrativo protagonizado por Awkwafina, uma policial que inicia uma investigação em que Renfield acaba se encontrando no meio dela. Sua personagem não é descartável, mas todo seu aprofundamento e desenvolvimento é. Essa parte do filme é deslocada da trama, tirando a excentricidade da obra e deixando ela comum e ordinária. 

Awkwafina Interview: Renfield

Ainda assim, os defeitos de “Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe” se limitam a somente isso. Até porque a dinâmica entre Cage e Hoult é extremamente eficiente e viciante de ser assistida. Ao fazer um paralelo com um grupo de apoio para vítimas de relacionamento tóxicos, o filme não só adiciona o tom cômico necessário mas faz o espectador sentir empatia pelo protagonista e torcer para sua reviravolta. 

Uma das maiores qualidades da produção são seus efeitos práticos, principalmente aqueles utilizados na caracterização de Nicolas Cage – que muda conforme o filme avança. Além de deixar o ator irreconhecível, com prótese dentárias e uma maquiagem horripilante, há cenas que fazem dele um ser amedrontador e imbatível. Graças a atuação de Cage, ele é capaz de transitar entre o gênero cômico e o horror com facilidade, nos arrancando risadas de um personagem exótico e nos deixando tenso com sua crueldade sem fim.

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Já Nicholas Hoult nos presenteia com um personagem amável e carinhoso, facilmente de ser adotado pela audiência – mesmo com tantos assassinatos e crimes hediondos que ele cometeu em nome de seu chefe. O ator não surpreende dentro de sua atuação, não traz nada inédito mas consegue ser eficiente dentro do que foi exigido de si dentro do filme, até mesmo nas cenas de ação.

Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe” é um terrir muito eficiente em fazer você se divertir. Apesar de umas escolhas narrativas erradas, o longa ainda consegue se sustentar pelo talento e carisma de Nicolas Cage e sua dinâmica imbatível com Nicholas Hoult. Para quem gostou do recém lançamento O Urso do Pó Branco e do clássico Meu Namorado é um Zumbi, é capaz de sair bem satisfeito do cinema após os créditos finais surgirem na tela.

O longa estreia nesta quinta-feira, dia 27 de abril nos cinemas brasileiros. Ah, o filme não tem nenhuma cena pós crédito!

Nota: 3,8/5

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