O mini drama estrelado por Sooyoung e Yoon Park foi definitivamente uma das grandes surpresas deste final de ano para os fãs de doramas. Com apenas 4 episódios, “Fanletter, Please” contou uma história cheia de emoção e uma critica fervorosa a como o público alimenta a produção sanguessuga dos tabloides sensacionalistas.
O k-drama conta a história de Han Gang-Hee (Sooyoung), uma popular atriz que está passando por momentos conturbados em sua carreira graças ao assédio da mídia. Enquanto isso, conhecemos Bang Jung-Seok (Yoon Park), um pai solteiro que tenta realizar o sonho de sua filha diagnosticada com leucemia: ser respondida pela sua atriz favorita.

Apesar de ser um drama bem curto, com episódios de 1 hora de duração, a história carrega consigo um ótimo desenvolvimento dos personagens e da narrativa principal. Como a maior parte da história principal se passa em um hospital infantil, fica nítido como o elenco mirim rouba a cena por diversas vezes, seja em cenas mais dramáticas ou em confrontos inteligentes. Shin Yeon-Woo é a verdadeira estrela de “Fanletter, Please”, esbanjando carisma e uma atuação primorosa.
Os protagonistas não ficam para trás. Após viver um personagem amargo em Forecasting Love And Weather, Yoon Park se redime com as dorameiras vivendo um paizão dedicado e um homem que podemos considerar ser o último romântico depois do episódio final, né? Ao passo que Sooyoung exala o carisma já conhecido, dentro e fora dos dramas, surpreendendo em cenas que exigem de si uma performance mais intensa.
O k-drama consegue abrir um leque de cenários dentro de uma narrativa coesa e fluida. À principio fica claro que a crítica do drama vai direto a forma sensacionalista que os tabloides agem em artistas que estão em foco na mídia. No entanto, conforme a história se avança o drama explora paternidade solo, luto, traumas e como o público é um fator essencial para a existência de tais tablóides. Talvez o único gosto amargo que fique no espectador seja a ausência da importância que é a doença da criança e como isso afeta a todos. Por muitas vezes parecia que a menina tinha apenas uma gripe e não algo tão grave como leucemia. E o desfecho disso? Não tivemos.

A ferramenta para construir a narrativa foi de alimentar o espectador com uma história no molde de um quebra-cabeças, da forma que conforme ela se avançava acontecimentos do passado surgiam para nos dar um backgroud da motivação dos envolvidos. Desse modo, todo enredo se tornou mais atrativo, sendo transformando em algo que é impossível você parar de assistir até acabar tudo!
É necessário frisar que por mais que o drama aborde temas mais sérios e intensos, ele não é um k-drama que prolonga este sentimento de forma contínua. O drama é por muitas vezes leve, romântico e com um sentimento energético de que tudo pode dar certo. Então, se você procura romance: ele tem! Se você procura por cenas que vão fazer seu coração bater mais forte: vai fundo!
“Fanletter, Please” consegue se consagrar ao fim como uma ótima história. Ao mesmo tempo que desejo mais episódios para a história ser bem elaborada em certos pontos importantes, temo que se ela tivesse perderia seu brilho. Uma coisa é certa, com apenas 4 episódios o k-drama se saiu muito melhor que muitos dramas deste ano que tiveram 16.
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Nota: 4,2/5








