Não é segredo que Hollywood está há um tempo em uma onda de remakes, reboots e continuações de filmes depois de décadas. Quem resolveu embarcar nessa foi um famoso terror do ano de 2009, A Órfã. Órfã 2: A Origem, é um prequel do filme original, o qual conta a história da criação da Esther, a vilã da franquia.
Uma das grandes dúvidas sobre esse filme seria sobre a caracterização da atriz Isabelle Fuhrman, já que no primeiro filme ela tinha apenas 11 anos, e agora com 25 seria mais difícil de se passar por uma criança. O filme consegue resolver essa e outras questões de forma bem honesta, que não incomoda e entretêm a quem assiste.
Órfã 2: A Origem (Orphan: First Kill) chegou com uma difícil missão de trazer a sensação do primeiro filme de volta, mas se renovando e nos surpreendendo, já que na obra original já é deixado pistas sobre a origem de Esther. Já te digo que o filme consegue fazer isso, ele traz todos os elementos que foram colocados na mitologia da assassina e impulsiona isso a um novo nível. O filme não precisa se preocupar em nos apresentar ela, então já inicia mostrando toda a sua frieza, manipulação e crueldade.
O longa se passa dois anos antes dos eventos do filme original, ele nos mostra a primeira família que foi vítima da Esther, mas será que nesse caso a família seria mesmo a vítima da história? São quase uma hora e quarenta minutos de manipulação em tela. O filme ameniza a crueldade da personagem, podendo chegar ao ponto de em certos momentos o espectador ficar com pena dela.

Além de conseguir inovar bem narrativamente, Órfã 2 também resolve bem os problemas de ter que transformar a atriz Isabelle Fuhrman em uma criança novamente. Claro que é difícil contornar a sua fisionomia e seus traços mais maduros, a própria atriz ter um rosto mais delicado e uma baixa estatura ajudaram, juntando com artimanhas cinematográficas de jogos de câmera e até uma dublê de corpo nas cenas em que a personagem está de costas ou distante (nesses momentos ficaram muito claros que era uma criança em cena e não a Isabelle). Outro artifício usado também foi o uso de salto pelos outros atores nas poucas cenas em que eles tiveram que contracenar em pé frente à câmera.
O diretor William Brent Bell mostra que domina o gênero e faz um trabalho digno de uma boa obra de terror. Órfã 2: A Origem não é tão impactante quanto o seu antecessor, muito menos é um marco no gênero cinematográfico que está tão em alta, provavelmente vai ser um filme pouco comentado daqui a alguns anos, mas digno de uma boa visita naquelas noites de tédio para quem gosta de um horror bem feito.
NOTA: 3/5