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CRÍTICA | “A Queda” desperdiça o seu potencial em uma narrativa desesperada e monótona

Explorando o subgênero de sobrevivência dentro dos filmes de suspense, “A Queda” chegou nos cinemas brasileiros ontem (29) trazendo uma história que prometia deixar os nervos à flor da pele daqueles que possuem o pavor de altura.

Com a direção de Scott Mann, o longa conta a história de superação (em todos os sentidos) da alpinista Becky (Grace Fulton). Após sofrer um trauma, relutante, vai embarcar em uma aventura de escalada de alto risco, até o topo de uma torre de TV abandonada com sua amiga Hunter (Virginia Gardner). No entanto, a escalada perigosa não sai como planejado e agora as mulheres devem reunir toda a coragem e força para elaborar um plano para um retorno seguro para casa.

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Um filme como “A Queda” não precisa se apoiar em muitos plot twists ou roteiros excessivamente elaborados. O gênero de sobrevivência requer tensão e momentos à flor da pele em momentos cruciais da trama para causar o pavor do desconhecido, deixar o espectador se indagando qual final aquela história irá ter. No entanto, o filme vai contra tudo isso que acabei de descrever e se torna uma produção monótona e entediante.

Não posso negar que há sim momentos de tensão ocasionalmente posicionados isoladamente na trama, no entanto nenhum instaura de fato essa sensação agonizante no espectador. Não há uma conexão com os personagens que se faça importante para nos fazer temer por suas vidas, você simplesmente não se importa. Na verdade, se importa sim com algo, mas é com a mochila que pode ou não cair.

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O roteiro de Mann com Jonathan Frank elabora desde o início um drama para criar mais profundidade a protagonista, cria uma certa narrativa que a posiciona em uma história de superação emocional. Confesso que é até bonito ver Becky enfrentando seus medos e entrando no modo guerreira, porém Fulton detém de uma atuação tão engessada que em certos momentos não passa a credibilidade necessária para a cena gerar o impacto que precisa. Quanto a sua parceira de cena, Gardner, em momentos de descontração ou em seus momentos badass a atriz cria uma persona divertida de ser assistida.

Ainda com todo drama de superação, momentos de tensão (fracos) na escalada, o roteiro ainda tira um tempo para inserir plot twists nada sutis no decorrer do filme. A impressão que fica é de que há um certo desespero para prender atenção do espectador e isso será garantido a todo custo, ainda que seja tudo completamente previsível.

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Por fim, vejo que “A Queda” desperdiçou um potencial em explorar a altura como sua pior inimiga. Gastou tempo com tentativas falhas de escape em vez de focar na tensão que é ficar em uma torre estreita com a altura de 20 mil pés. Com atuações engessadas e um roteiro previsível, o filme foi uma das grandes decepções para quem gosta do subgênero dos filmes de suspense.

Nota: 2/5

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