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CRÍTICA | 5ª temporada de Cobra Kai acerta no amadurecimento, mas peca no retrocesso

Com mais dramas dos adultos e vilões mais impiedosos, a 5ª temporada de Cobra Kai chegou na Netflix em setembro. Com 10 episódios, a nova temporada tentou emplacar o amadurecimento e evolução de alguns personagens, enquanto estagnava outros.

Se na 4ª temporada todo drama de Cobra Kai foi graças ao conflito dos adolescentes, dentro e fora do dojô, na 5ª temporada os adultos tiveram que lidar com o novo antagonista, que apresentava riscos maiores a Daniel LaRusso (Ralph Macchio).

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Um dos pontos negativos dessa temporada foi o fato da estagnação que o personagem de Macchio sofreu. Preso ainda no passado, Daniel parece ainda ser o mesmo adolescente que vemos nos filmes originais de Karatê Kid. Totalmente dependente da memória do Sr. Miyagi, o personagem não demonstra evolução e cai nas armadilhas que ele mesmo alertava os outros. Todo arco que envolve o LaRusso mostra ser um loop sem fim, sempre voltando ao mesmo ponto. O que tornou a história cansativa em alguns momentos, principalmente pelo fato dele ter sido um dos destaques da temporada.

No entanto, ao contrário de seu pai, Samantha (Mary Mouser) foi uma das personagens que surpreendeu no decorrer da trama. Apesar de não ter ganhado muito destaque, o roteiro separou alguns momentos para mostrar sua evolução e amadurecimento, dentro dos limites do que é ser uma adolescente.

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Como disse anteriormente, essa temporada focou mais nos dramas dos adultos, e, apesar de termos alguns confrontos entre o elenco mais jovem, eles não eram o destaque. Personagens como Miguel (Xolo Maridueña), Robby (Tanner Bushman) e Tory (Peyton List), tiveram sua relevância na história diminuída a pequenos e breves arcos na história. O que é uma pena, visto que o trio exala carisma em toda trama que lhe era inserido.

Quem dita o tom da 5ª temporada de Cobra Kai é Thomas Ian Griffith, que vive o cruel Terry Silver. Sem escrúpulos e fazendo de tudo para chegar ao topo, o antagonista dita o ritmo da narrativa e nos guia em uma jornada realmente eletrizante. As participações especiais que surgem no decorrer dos episódios são pequenas adições de dose de adrenalina necessária para manter a temporada ainda mais interessante de ser assistida.

Apesar de altos e baixos, a nova temporada tenta ser mais madura, se afastando de dramas mais infantis e trazendo à tona um lado mais vulnerável do elenco original. Isso fica claro quando vemos o desenvolvimento de Johnny Lawrence (William Zabka), que amadurece devido a novos acontecimentos de sua vida e sabe lidar bem (do seu jeito) com o drama entre Miguel e Robby; pela primeira vez, de fato, construindo uma figura paterna sólida. 

Nota: 3,8/5

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