Filmes de catástrofes estão na minha categoria de produções favoritas. Herdei esse carinho da minha falecida mãe, que gostava demais desse tipo de filme – assim como de tubarões. “Twisters”, uma suposta sequência do clássico dos anos 1990, “Twister”, cairia no gosto da minha mãe, assim como caiu no meu, apesar dos “poréns”.
Dirigido por Lee Isaac Chung, o filme tem uma estrutura completamente similar ao seu antecessor, não saindo da sua zona de conforto em momento algum. Talvez, um pouco de coragem tenha faltado ao diretor – e aos roteiristas – para ir além da zona de segurança e inovar. Porém, essa ausência de ímpeto fez com que a produção fosse “mais do mesmo”.

As inovações tecnológicas e um agradável elenco, encabeçado por Daisy Edgar-Jones, Glen Powell e Anthony Ramos, fazem com que o filme prenda a atenção do espectador do início ao fim, fazendo com que seja uma boa produção do cinema de catástrofe, um entretenimento garantido.
“Twisters” até mesmo acena para algumas possíveis críticas dos tempos atuais, como lives produzidas por amadores sobre assuntos sérios e o lobby imobiliário de empresários vigaristas que se aproveitam da dor alheia para lucrar. No entanto, não se aprofunda em nenhum deles. Em determinado momento, me peguei pensando se estava assistindo uma comédia romântica ou um filme de catástrofe.

A dinâmica de diálogos do trio de protagonistas é bacana, os três encontram-se muito bem em cenas. No entanto, isso não é o suficiente para buscar o sucesso. Ao longo da produção, eu me senti vendo Twister, dos anos 1990, apenas com uma roupagem nova, com tecnologias mais recentes e efeitos visuais melhores.
Não me entendam errado, eu amei “Twisters” – apesar dessas críticas negativas. No entanto, eu acredito fielmente que ele tinha potencial para ir além, para inovar, encantar e merecer ficar ao lado da primeira produção em um possível pódio de filmes. Porém, essa falta de coragem do diretor faz com que o longa fique um degrau abaixo do seu antecessor.

Dito tudo isso, “Twisters” vale a pena ser visto, desde que você não espere nenhum tipo de novidade em relação ao filme anterior. É divertido, o elenco envolve o público, a história é totalmente clichê – o que mantém a produção na zona de conforto -, a trilha sonora é gostosa demais. De fato, é uma pedida certa para quem gostou da produção dos anos 1990.
O filme estreia hoje (11) nos cinemas de todo o Brasil.
Nota: 3.5/5








