“Às Vezes Quero Sumir” é um filme completamente a cara do Festival de Sundance. A comédia dramática estrelada pela atriz Daisy Ridley e dirigido por Rachel Lambert, que estreou no festival em janeiro e chegará aos cinemas brasileiros dia 23 de maio é uma obra profunda e sensível que aborda o comportamento humano em seu estado mais cru.
O longa mistura romance, humor e sensibilidade para abordar temas como solidão e dificuldade de conexão. Ambientado numa pacata cidade costeira dos EUA, a história segue os passos de Fran (Daisy Ridley), uma jovem muito tímida que vê sua rotina mudar ao sentir o desejo de conhecer melhor um novo colega de trabalho, Robert (papel do ator e comediante Dave Merheje). Entre sessões de filme e jantares, os dois se aproximam, e logo a única barreira para um relacionamento será a própria Fran.

A personagem Fran (Ridley) precisa lidar com novos sentimentos quando um novo colega de trabalho, Robert (Merheje), entra em cena. Porém, esses sentimentos não encontram espaço dentro de Fran, que convive com pensamentos suicidas e mórbidos dentro de uma vida tediosa.
A atuação impecável de Daisy Ridley te transporta para dentro da personagem, fazendo com que sinta a angústia e a solidão da personagem conflitando com o novo amor que nasce no meio de toda essa escuridão. Por mais que tentasse se aproximar de Robert, Fran é impedida por ela mesma e pelo desafio de amar alguém sem conseguir se amar primeiro.

O comediante Dave Merheje também impressiona com uma atuação que consegue abordar a profundidade do personagem com muito carisma. Em um novo emprego e recém-divorciado, Robert tenta lidar com sua nova realidade e mesmo assim consegue atravessar os muros levantados por Fran para novas experiências. Existe um diálogo que consegue resumir toda a dificuldade da interação entre os dois, onde a Fran pergunta ao Robert “Você gostaria de me ‘des-conhecer’?” e ele responde “Eu sequer conheço”. Se esse diálogo não o fizer querer assistir o filme, nada mais irá.
Ao visitar os cinemas para assistir “Às Vezes Quero Sumir”, tenha em mente que você assistirá um filme lento, silencioso e com uma pitada niilista que ao assistir com a impressão errada pode ser um pouco tedioso e cansativo. Apesar da barreira do sono, o filme foi capaz de me prender e provocar uma imersão significativa na história.
Com atuações tocantes e uma direção sensível, “Às Vezes Quero Sumir”, te levará para uma viagem de autoconhecimento e uma nova perspectiva sobre o cotidiano.
Nota: 4,1/5








