Com sutis referências ao clássico de Park Chan-wook, OldBoy, o novo drama de ação da Netflix chegou no streaming na última sexta-feira (06) trazendo uma jornada de vingança de tirar o fôlego com A Bailarina.
Com a direção e roteiro de Chung-Hyun Lee (A Ligação), o filme traz a impiedosa ex-guarda-costas Ok-ju (Jun Jong-seo) em uma perseguição contra Choi (Kim Ji-hun), o homem responsável pela morte de sua melhor amiga Min-hee (Park Yu-rim), a quem jurou vingar.
Com 1 hora e 33 minutos de duração, A Bailarina é extremamente eficaz em criar uma protagonista feroz e implacável. A parceria entre Chung-Hyun Lee e Jun Jong-seo, que já mostrou ser exímia em A Ligação, se consagra como um feito excelente no cenário cinematográfico contemporâneo da Coreia do Sul. O cineasta sabe explorar o melhor da atriz, que se mostra confortável em viver mulheres confiantes e terrivelmente sanguinárias, fazendo essa dupla render filmes de tirar o fôlego.
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A história é coesa e coerente, não faz rodeios e vai direto ao seu ponto. Apesar de evitar explorar com mais afinco o drama que envolve as motivações da protagonista, o que é mostrado acaba por ser suficiente, o que faz a gente ganhar mais momentos intensos em tela. A caçada é sem pudor e a protagonista é moldada em alguém capaz de derrotar um exército sozinha, Jun Jong-seo é tão confortável nesse papel que fica fácil de acreditar em todos atos inacreditáveis de sua personagem.
A atriz também repete a parceria com Kim Ji-hoon, que trabalhou anteriormente em conjunto na versão coreana de La Casa de Papel. Agora, na pele de um vilão grotesco, o ator não chega a se sobressair como a protagonista, mas não fica para trás e dá tudo de si nas cenas de ação.
Falando em cenas de ação, Chung-Hyun Lee mostra todo seu potencial com apenas 33 anos através de uma direção dramática, com apoio do diretor de fotografia que deixa todos os sentimentos mais acentuados. Com coreografias intensas, jogos de câmeras vorazes como o conteúdo que está sendo gravado, tudo em A Bailarina faz com que os minutos passem depressa por tamanha imersão.

O longa sul-coreano é uma grande adição ao catálogo da Netflix que expande cada vez mais seu acervo de produções originais asiáticas. O filme não é apenas só excelente visualmente e em sua narrativa, mas também em sua trilha sonora original comandada por Gray, nada clichê e pontual em momentos de necessidade, a música é outro ponto extremamente positivo que se pode retirar do longa.
Assim, chego a conclusão que A Bailarina, por mais que entre na era genérica de grandes filmes de ação de vingança, encontra sua identidade e originalidade com facilidade, ao tempo que traz referências a clássicos do gênero de forma que deixa o espectador que é familiarizado confortável em um terreno conhecido.
Nota: 5/5








