Vivendo uma mãe sanguinária e capaz de fazer de tudo para proteger a sua filha, até mesmo abrir mão dela, Jennifer Lopez estrela o novo longa da Netflix, “A Mãe“, que estreou na última sexta-feira (12) no streaming. A produção bebe de muitas referências de filmes de ação do nicho “resgate”, ainda assim, não consegue se fazer relevante diante das inúmeras obras similares.
Com a direção Niki Caro, o longa conta a história de uma assassina que deve sair do seu esconderijo onde vive para proteger a filha que nunca conheceu de criminosos em busca de vingança. Estrelado por Lopez, o filme também conta com Lucy Paez, vivendo a Zoe a filha que tem sua vida pacata virada do avesso após descobrir uma verdade do seu passado.

A dinâmica do filme, inicialmente, se assemelha ligeiramente com “Busca Implacável“, o que nos leva a um lugar de conforto pela similaridade com o narrativa. Todavia a trama não estende suas 1 hora e 55 minutos inteiramente para um resgate, a sua real intenção é desenvolver os laços entre mãe e filha e as preparar para um combate inevitável.
Ainda assim, o roteiro é um tanto vago e vazio por muitas vezes. Não consegue destrinchar esse envolvimento emocional necessário entre as duas protagonistas e exige do espectador uma imaginação gigantesca. Isso porque a narrativa se molda na necessidade de que a audiência presuma que certos atos aconteceram, porque somente vemos sua conclusão. Tal artificio quase soa como se o filme teve um grande corte e cenas importantes para o desenvolvimento ficaram de fora.

Uma coisa é certa: Jennifer Lopez consegue entregar um bom desempenho em qualquer papel que se propõe a fazer. Sem sua potência em guiar a narrativa com um protagonismo intenso e marcante, “A Mãe” seria um filme muito inferior. A maior verdade é que a qualidade da obra se dá pelo eficiência de Lopez em seu papel de assassina e mãe e pela direção de Caro nas cenas de ação.
“A Mãe” não é o melhor filme do gênero, nem o pior. O longa consegue surfar dentro do limite de uma boa diversão, mas não surpreende nem se faz marcante. Todavia, a produção vale o play para quem procura uma trama com boas cenas de ação, uma protagonista intensa e uma relação entre mãe e filha nada convencional.
Nota: 2,9/5








