Shuumatsu no Valkyrie, popularmente conhecido como Record of Ragnarok, foi uma grata surpresa! Disponível na Netflix, o anime trata do interesse dos deuses em destruir a humanidade, mas uma Valquíria tem a intenção de desafiar os deuses propondo o Ragnarok, que nada mais é do que lutas individuais entre deuses e humanos. Desta forma, seria decidido o fim, ou a continuidade, da humanidade.
São 13 lutas até a morte entre um humano e um deus, assim, ao fim vence quem tiver mais vitórias. É assim que tudo acontece. Com deuses excêntricos e humanos na base da honra, ou não, o anime rende lutas com muito sangue e, de fundo, apresentando as características de cada lutador.
É sabido que humanos não podem derrotar os deuses apenas com sua força, mas a Valquíria faz com que cada um dos mortais seja contemplado com as habilidades de alguma outra Valquíria por meio de uma união. Logo, o humano adquire alguma habilidade mágica, para poder lutar de igual contra um deus.
Uma das qualidades da obra é a imprevisibilidade da torcida que o espectador vai adotar durante sua história. Isso porque, surpreendentemente, enquanto em uma luta você deseja que um humano ganhe, na seguinte você torce para o deus em questão. E quem ganha somos nós! O anime nos presenteia com lutas que são melhores do que outras durante os episódios, sendo possível sempre ver perspectivas distintas durante o desenvolvimento da história.

(SPOILER ALERT)
Na segunda temporada, há uma luta em particular que eu amei. Intitulada como “Bem x Mal”, na qual Jack, o Estripador, luta contra Hércules, o duelo todo é baseado na perversidade de um e na humanidade de outro.
Tirando o fato das lutas se estenderam por mais de um episódio, Record of Ragnarok me agradou muito, atendeu minha necessidade de fugir das responsabilidades da vida adulta e me tirou boas risadas. Inclusive, não apenas boas, mas excelentes risadas. Os deuses são totalmente fora da casinha, e isso é algo hilário, considerando que a ideia de acabar com a humanidade vem deles.
Importante deixar claro que as duas temporadas disponíveis na Netflix, com 22 episódios no total e 24 minutos em média por episódio. Infelizmente, até o momento Record of Ragnarok ainda não apresentou as 13 lutas. Assim, me resta apenas ficar na torcida para que o streaming continue com a produção e apresente os lutadores faltantes, com histórias distorcidas e emoções novas.
Nota: 5/5