CRÍTICA | “A Morte do Demônio: A Ascensão” é um espetáculo sangrento aos amantes do horror

Advindo de uma franquia de horror de sucesso, The Evil Dead, traduzido para A Morte do Demônio no Brasil, retornou após 10 anos do seu último remake em 2013 com Lee Cronin como roteirista e diretor. “A Morte do Demônio: A Ascensão” traz um espetáculo sangrento, repleto de atuações intensas e um mal sem fim.

No  slasher/gore  conhecemos Beth (Lily Sullivan) vai até Los Angeles para visitar sua irmã mais velha, Ellie (Alyssa Sutherland), que mora com os três filhos em um pequeno apartamento. Com uma relação distante, essa seria a oportunidade para uma reaproximação entre as irmãs. Porém, o reencontro toma um rumo macabro quando elas encontram um livro antigo que dá vida a demônios possuidores de carne. Agora, para sobreviverem, serão forçadas a enfrentar uma versão aterrorizante da família.

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Sucinto e direto, em suas 1 hora e 37 minutos de duração, Lee Cronin não faz rodeios quanto a ameaça demoníaca. O filme é certeiro quanto ao seu timing e não se prolonga na introdução para implementar o mal dentro da trama. A produção não poupa os personagens e é macabra e aterrorizante em seu desenvolvimento.

O grande destaque da obra vai para Alyssa Sutherland, que vive a mãe e irmã da final girl deste longa. Tanto a caracterização macabra quanto a atuação de Sutherland são de suma importância para o filme ser convincente em toda a sua proposta. A atriz nos presenteia com uma performance exímia e entrega momentos intensos, amedrontadores e inesquecíveis. 

Os efeitos práticos andam de mãos dadas com a atriz australiana. Seja em clássicos movimentos aracnídeos nas paredes e no teto, ou em ilusões que adicionam ao espectador uma dose extra de tensão, “A Morte do Demônio: A Ascensão”  consegue entregar uma produção bem feita, coesa em um ciclo fechado e linear sem perder o brilho de um slasher repleto de gore e profanidades. 

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A direção de Cronin carrega uma identidade muito própria, principalmente nas cenas do olho mágico. Todavia, é impossível não admitir que cineasta aproveita de referências para montar a obra, não se limitando somente a Evil Dead, mas se estendendo a clássicos do horror que são facilmente perceptíveis para os fãs do gênero.

O elenco infantil é um achado! Além do drama, o trio consegue somar muito dentro do terror, seja em momentos que agem como predadores ou como vítimas. Lily Sullivan teve um trabalho dificílimo neste filme: não se deixar ser ofuscada. Infelizmente, não consegue. Apesar de entregar um bom trabalho, Sullivan não consegue competir com o carisma das crianças e da atuação sinistra da principal antagonista.

A Morte do Demônio: A Ascensão” é um filme que irá agradar mais aos fãs do remake de 2013 do que os saudosistas oitentistas. Isso se dá pelo fato da proximidade do molde narrativo entre as duas últimas produções da franquia, que tentam ser mais independentes, atuais e – mesmo com referências alá motosserra – tentam se desvencilhar da trilogia estrelada por Bruce Campbell.

Nota: 4,5/5

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