CRÍTICA | “Convite Maldito” falha em criar o medo de uma sentença imortal

Segredos dentro de famílias tradicionais europeias sempre rendem histórias interessantes, sejam aquelas que abordam o místico ou o sobrenatural. Em “Convite Maldito” surge o desejo de trazer de volta ao mainstream histórias sobre ricos extravagantes e seus pecados, no entanto, até nos interessarmos de fato pela história já passou mais da metade da duração do longa.

Com roteiro e direção de Jessica M. Thompson, o longa conta a história de Evie (Nathalie Emmanuel), que descobre um novo parente distante graças a um teste de DNA. Ao se encontrarem ele a convida para conhecer a sua família na Inglaterra em um evento que promete ser o casamento do século. Ao tempo em que está deslumbrada com o castelo em que está hospedada Evie também é aterrorizada por criaturas e memórias desconhecidas.

Vale deixar claro que o filme falha muito em criar uma áurea amedrontadora. Por muitas vezes parece que estamos vendo um romance inglês, senão fosse pelo filtro escuro utilizado na maior parte do tempo. Apesar da protagonista vivenciar momentos isolados de tensão, eles não são suficientes para conectar o horror ao público. É como se o filme sobrevivesse apenas de picos de bons momentos, porém em conjunto não consegue fazer funcionar.

Crítica: Convite Maldito é um mix de suspense, terror e comédia

A atuação de todo elenco, sem exceção, é estranha, engessada e impessoal. Não há conexão com os personagens, mesmos os que já se conhecem antes de Evie, e tudo parece muito teatralizado. Ocasionando momentos de constrangimento e desconforto para quem assiste.

Quando o filme enfim conta seu plot twist, “Convite Maldito” fica interessante. Porém se perde em uma narrativa apressada e irreal. Não faz sentido que Thompson querer nos fazer acreditar que uma mulher sozinha, sem conhecimentos prévios de defesa pessoal, seja responsável por lidar com uma dinastia. 

“Convite Maldito” é um filme totalmente esquecível. Ele tenta reviver seres amados pela cultura pop de modo que não é atrativo, muito menos amedrontador. Ou seja, em vão. Apesar disso, a ambientação do longa foi a escolha certa para um filme desse gênero, pena que não foi tão explorada como deveria.

O filme está em exibição nos cinemas.

Nota: 2/5

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