CRÍTICA | “Pretty Little Liars: Um Novo Pecado” é um slasher divertido com um mistério intrigante

Após 5 anos do final de uma série que marcou uma geração de mentirosas, estreou na HBO Max a nova série ambientada no mesmo universo de Aria, Hanna, Spencer, Emily e Allison. Com um conceito novo, que previamente deixou a gente confuso – já que não é uma continuação nem um reboot Pretty Little Liars: Um Novo Pecado em 10 episódios construiu um slasher divertido e intrigante de se acompanhar.

Com a ferramenta característica de seu clássico, jovens de Millwood (cidade vizinha de Rosewood) são perseguidas por um maníaco intitulado de “A”. No entanto, ao contrário de seu antecessor, dessa vez as meninas são perseguidas fora das mensagens de texto ameaçadoras, um serial killer digno de Sexta-Feira 13, todo mascarado e impiedoso, ameaça acabar com a calmaria da pequena cidade.

Apostando em fazer a conexão entre duas gerações distintas, Pretty Little Liars: Um Novo Pecado dessa vez não traz segredos sujos das adolescentes perseguidas. Nesse caso elas precisam desenterrar segredos do passado para entender o porquê foram inseridas nessa caça sangrenta.

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A ideia de criar e unir o grupo de adolescentes por causa dos erros de suas mães foi uma sacada muito boa do roteiro em unificar garotas diversas porém com um objetivo em comum. O laço se solidifica gradativamente, não só entre elas mas com o público também. Além da dinâmica e química entre o grupo, a conexão que gera com o público – seja por identificação ou apenas admiração – é quase que instantânea. Seu único defeito foi ter colocado Bailee Madison como a líder, a atriz demonstrou um desempenho fraco e decepcionante, não conseguindo ser uma final girl a altura da série.

Apesar de algumas se sobressaírem mais que as outras, todas as meninas que compõem o elenco principal ganham um destaque e um arco para si que foge da história principal. Atribuindo a elas um desenvolvimento e aprimoramento de suas personalidades, e contribuindo com uma compreensão maior do público acerca da história. Ao mesmo tempo isso as vezes é seu calcanhar de aquiles, já que por focar em uma ou outra, deixa por desejar o crescimento individual de certos personagens.

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Vale ressaltar que o roteiro não é a maior obra prima que você vai ver na sua vida, muito menos as atuações. A série é um slasher teen, evolui o terror gradativamente e nos presenteia com cenas sanguinárias. Todavia, ela não inventa a roda, abusa de alguns clichês e desperdiça plot twists em potencial. Tudo que vemos ali não é algo inédito ou surpreendente. Porém, não temos como negar… ela executa muito bem uma ideia do que Pretty Little Liars poderia ter sido.

Se você esperava que essa série fosse totalmente conectada com Pretty Little Liars você pode se decepcionar ao assisti-la. O máximo que recebemos foram algumas referências, seja citando personagens ou visitando locações que já apareceram em PLL de outro modo. Ainda assim, vejo isso como um ponto positivo. O roteiro fez bem em criar pontos específicos para confirmar que se passam no mesmo ambiente, mas se distanciou o suficiente para criar uma identidade própria para a produção.

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Os dois últimos episódios são de tirar o fôlego, as coisas acontecem muito rápido e o espectador mal vê a duração do episódio passar. Esse artificio pode parecer como algo apressado ou desesperado, já que é uma minissérie. No entanto isso não atrapalha a experiência como expectador ou fã. Na verdade isso pode ser transformado como ponto positivo, já que a história tenta fechar a maioria das pontas soltas, resolver a maioria dos mistérios e nos dar um arco completo, fechado… porém com um gostinho de quero mais.

Pretty Little Liars: Um Novo Pecado foi uma ótima surpresa para mim, como fã de slasher e como alguém que acompanhou PLL. Acredito que a nova composição de narrativa, focando no terror e no mistério (e se distanciando de dramas adolescentes superficiais) contribuiu para a criação de uma história que diverte, intriga e vicia. Apesar de uns tropeços durante o desenvolvimento dos episódios, a produção tem um saldo positivo ao fim.

Nota: 3,8/5

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