Será que aquela famosa conexão entre gêmeos acaba quando um deles morre? O novo filme de terror finlandês de Taneli Mustonen, “Gêmeo Maligno“, aborda a história de uma criança que não sabe lidar muito bem com a morte do irmão e eventualmente uma entidade, que assume ser seu irmão gêmeo morto, assume Elliot, o irmão sobrevivente. Pelo menos é isso que diz a sinopse oficial.
Gêmeo Maligno talvez seja o maior clickbait dos filmes de terror desse ano. Promete entidades sobrenaturais e se perde em uma narrativa confusa, incompleta e sem coesão alguma. O que salva um pouco da tragédia que foi esse filme foi o protagonismo de Teresa Palmer.
A atriz, dentro das limitações criativas do filme, envolve o espectador o máximo que consegue e entrega uma performance relativamente boa. No entanto, isso é o suficiente para deixar o filme pelo menos divertido.

A promessa de uma “briga por alma” ou uma possessão demoníaca só paira no ar, como uma promessa do que poderia ser. “Gêmeo Maligno” não sabe desenvolver a parte do “maligno” que expõe em seu nome-título. A criança, Elliot, não apresenta nenhuma ameaça, nem mudanças chocantes, como alega a protagonista. Só por isso, o filme começa a alimentar uma descrença de seu potencial, não convence nem entretém o espectador. Pelo ao contrário causa um grande tédio.
Apesar de uma história realmente ruim, o filme carrega consigo um bom visual. A locação é realmente um deleite de um bom filme de terror, bem como algumas cenas isoladas que se tornaram algo bem atrativo de ver. Mas o que são 1 ou 2 minutos de apreciação visual diante a 1h 49min de puro caos?
“Gêmeo Maligno” é daqueles filmes que eu realmente não recomendaria para ninguém! Além de iludir o espectador com uma sinopse que promete além do que ele pode entregar, o filme usa uma das piores e mais preguiçosas ferramentas da narrativa em seu plot twist final. Transforma o filme de um amor incondicional de uma mãe desesperada em um desfecho muito insatisfatório e previsível.
O filme está em exibição nos cinemas.
Nota: 1,8/5








