Eu vi alguns comentários falando como as séries da Marvel na Disney+ sempre tem um quarto episódio arrebatador, que traz algo que te deixa imensamente ansioso por querer continuar assistindo. Isso se explica pela fórmula dessas séries, elas têm seis episódios, ou seja, os dois primeiros são o ato 1, os três e quatro são o ato 2, e os dois últimos são o ato 3. Por isso que os episódios 4 terminam com esse ponto de virada enorme encaminhando para o ápice da série.
Nesta quarta-feira (29/06), foi a vez da Ms Marvel chegar ao seu grande ponto de virada, com um episódio que pode gerar controvérsias, mas que ainda assim mantém o nível que a série tem adotado.

O episódio inicia com Kamala e sua mãe no avião indo para Carachi, grande cidade do Paquistão. Finalmente conhecemos “pessoalmente” a Nani da Kamla, que logo de cara revela que sabe sobre os Djins e as histórias de Aisha. Essa ida ao Paquistão se transforma em uma jornada de busca por seu passado para Kamala, até que no meio disso ela conhece Kareem, o Adaga Vermelha, que aparece precocemente na série, se comparar com a fase em que ele aparece nas HQs da Kamala.
Mais uma vez é comentado sobre a dimensão Noor, e dessa vez descobrimos que ela está tão ligada com a Terra que ao abrir o portal ela pode destruir o planeta azul. Em paralelo a isso vemos os Clandestinos fugindo da prisão (uma fuga bem fácil, por sinal), deixando claro que são os vilões principais desta primeira temporada. Eles chegam (mais uma vez, muito facilmente) no Paquistão e dá início a uma sequência de perseguição bastante divertida, lembrando filmes como ‘Hora do Rush’ ou ‘Matar ou Morrer em Londres’. Algumas mortes aconteceram, mas não tiveram impacto porque eram mortes que acontecem de praste na evolução de qualquer herói. E no culminar da luta a Kamala é golpeada no bracelete e chegamos à cena final do episódio…

A série vem sofrendo algumas críticas. Sobre as mudanças dos poderes da Kamala, creio que é ponto vencido e não precisa mais discutir, algumas habilidades são bem diferentes das HQs, mas isso não tem impactado na construção da personagem. Alguns aspectos técnicos são criticados, como o CGI e o roteiro didático, sobre o roteiro, é algo comum das produções da Marvel, e por mais que incomode em alguns momentos, não é uma estrutura a ser mudada facilmente. Sobre o CGI, ele permanece no mesmo nível que as outras séries, e por mais que tenha me incomodado no primeiro episódio, neste quarto já me acostumei com os feitos e luzes dele. E o último ponto é sobre a construção da Kamala, em que muitos reclamam que a série passou da metade, mas ela ainda não foi construída como uma super-heroína. Ela não foi e nem será, não neste momento. O arco dessa temporada é de autoconhecimento, descoberta de quem e do que a Kamala é, e a série está muito bem confortável nessa toada, creio que o final da série deixará um ganho para a vermos como Ms Marvel no filme The Marvels.
E chegamos ao final deste quarto episódio, onde aparentemente a Kamala é transportada para o passado, no momento da Partição, em 1947. Esse momento foi bastante citado durante a série e ficou muito mais que claro que foi um momento importante não só histórico, mas como para a família da Kamala. Apesar do grande impacto do episódio terminar assim, ainda tenho meus receios de como isso vai funcionar, esse final de episódio me lembra bastante o do episódio quatro de Cavaleiro da Lua, onde Marc/Steven foi transportado para uma outra ‘dimensão’. Pessoalmente achei esse quarto episódio o mais fraco de Ms Marvel até então, apesar de não achá-lo ruim. Espero que a série consiga caminhar para uma conclusão digna, já que todas as séries da Marvel/Disney+ tem nos decepcionado neste quesito.








