Considerada a produção mais cara do streaming, custando aproximadamente 200 milhões de dólares, “Alerta Vermelho” com Gal Gadot, Ryan Reynolds e Dwayne Johnson estreou ontem (12) na Netflix trazendo um blockbuster “farofa”, exagerado, cômico, divertido e com o trio mais carismático da atualidade.
Dirigido e roteirizado por Rawson Marshall Thurber, o novo filme da Netflix conta a história da caça e captura dos bandidos mais procurados do mundo, acompanhando um dos roubos mais arriscados que une o maior profiler do FBI (Johnson) e dois criminosos (Gadot, Reynolds). Vale a pena deixar claro que o filme é inteiramente genérico, não espere algo muito diferente dos outros blockbusters do mesmo gênero, tudo nele é extremamente clichê e esperado. O que faz o filme se destacar é o elenco, a escolha de unir os três, que esbanjam carisma e são queridíssimos pelo público (além de estar inseridos no “boom” dos filmes de super-heróis), foi de suma importância para fazer “Alerta Vermelho” dar certo.
É claro que as cenas de ação foram muito bem feitas, tanto as de luta corpo a corpo como as que brincavam com armas e bombas. Apesar de algumas soarem extremamente irreais, isso não é um fator que causa desconforto, já que logo no começo do filme você entende que o estilo dele não é algo para ser levado a sério como Missão Impossível, ele se aproxima mais da franquia Velozes e Furiosos, que reúne uma história divertida mas que todo mundo sabe lá no fundo que é bem ruinzinha, porém funciona…por diversos outros motivos que definitivamente não inclui o roteiro.

Fica claro porque o filme é uma produção milionária quando você nota as locações onde o filme foi rodado. Alerta Vermelho usa e abusa de cenários paradisíacos, e mesmo que em certos momentos a gente nota que é um cenário verde ou até mesmo um estúdio a qualidade não decai por causa disso.
Quando falamos da atuação do elenco…espere o mesmo de sempre. Reynolds e Johnson interpretam exatamente o mesmo papel que fizeram em seus trabalhos anteriores, quando Ryan é responsável pelas piadas e o tom cômico do filme Dwayne é seu oposto, um homem carrancudo porém “gostável”. O destaque vai para Gal Gadot que traz uma espécie de vilã, não daquelas séries e dramáticas, mas do estilo moderno, inteligente, sarcástica e com a língua afiada. Após ver o filme senti mais vontade ainda de ver Gal como a Rainha Má no próximo filme da Disney.
Apesar de inserir um plot twist interessante (porém previsível) ao fim, o roteiro não se sustenta a todo momento, apostando sempre em grandes missões que se resolvem facilmente, o seu acerto é em alguns diálogos e interações entre o elenco principal que garante boas risadas da audiência. Contudo, passa do tempo ao criar secundários caricatos que estragam um pouco o clima criado. Logo, fica claro que o filme se apoia inteiramente no carisma dos protagonistas para fazer dar certo.
O filme é um ótimo passatempo, ele cumpre o que promete, diverte, entretém e agrada quem gosta do gênero. Ainda assim, não posso dizer que ele é uma grande produção, além do seu orçamento. Netflix produziu esse ano filmes dignos de premiações, porém este aqui passa longe do Oscar e se aproxima da nossa Sessão da Tarde, com elementos engraçados, quase parodiados, de Missão Impossível e até mesmo Indiana Jones.
Nota: 3/5








