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CRÍTICA | “Extermínio: Templo dos Ossos” ascende em brasa e brilha na nova trilogia

O mais recente filme da franquia, “Extermínio”, “Extermínio: Templo dos Ossos”, chega oficialmente aos cinemas nesta quinta-feira, dia 15 de janeiro de 2026. Eu considero-me um fã de histórias pós-apocalípticas, principalmente com elementos “zumbitescos” e, sendo assim, vi-me animado quando foi anunciado a nova trilogia.

Apesar da animação, o terceiro filme da série, o primeiro da nova trilogia – “Extermínio: A Evolução” -, foi um pequeno balde de água fria. Apesar de ser uma boa produção, muitos elementos me desanimaram, achei a direção do genial Danny Boyle pretensiosa e narrativa fazendo uma curva em “U” – começando bem, enfrentando o marasmo e finalizando bem.

28 Years Later: The Bone Temple' review: A triumphant zombie movie | AP News

Por outro lado, “Extermínio: Templo dos Ossos” tem uma narrativa que parece ir em uma ascensão até o seu clímax, fazendo com que os espectadores se envolvam cada vez mais com a história – que não gira mais em torno, apenas, do jovem Spike. Sob direção de Nia DaCosta, o longa segue expandindo o universo da infecção, mas reforça o clichê “o homem é o lobo do homem”.

Num mundo com diferentes perigos e formas de morrer, chega a ser um pouco curioso que o ser humano continue sendo um dos seres mais perigosos. No caso de “Templo dos Ossos”, esse perigo é personificado no personagem “sir lorde” Jimmy Crystal, interpretado por Jack O’Connell.

28 Years Later: The Bone Temple review – 'Bloodier, bolder'

Jimmy e seus “dedos”, os sete Jimmies, nada mais são do que uma seita satânica, que seguem a “voz” do “velho Nicky” – ou satanás -, querendo fazer “caridades” (entende-se assassinatos cruéis) por toda a Grã-Bretanha, buscando agradar o “Pai”. Jimmy e os Jimmies foram apresentados ao público no fim de “Extermínio: A Evolução”.

Enquanto isso, Dr. Ian Kelson, interpretado pelo eterno Voldemort Ralph Fiennes, segue vivendo a sua vidinha em paz. Claramente em busca de novos “hobbies” – pois limpar crânios humanos não parece ser o suficiente -. Kelson busca proximidade com o infectado alfa Sansão, interpretado por Chi Lewis-Parry. Essa relação, inclusive, é um dos pontos altos da produção.

28 Years Later: The Bone Temple review – a trivial but entertaining series  diversion – The Irish Times

No entanto, o clímax de “Extermínio: Templo dos Ossos” fica por conta da soma de genialidades da diretora, Nia DaCosta, do roteirista principal, Alex Garland, e do talento dos atores mais experientes Ralph Fiennes e Jack O’Connell. Se um diálogo entre eles, contrapondo ciência e religião, não é interessante o suficiente, a cena final é, simplesmente, de arrepiar.

“Extermínio: Templo dos Ossos”, ao meu ver, entretém, encanta e deixa inúmeras brechas para serem exploradas em seu próximo filme, supostamente o último da nova trilogia. Enquanto “A Evolução” apenas me agradou em partes, “Templo dos Ossos” me conquistou e deixou-me hypado para a conclusão da nova história do universo.

Obs. final: Jack O’Connel parece estar gostando de brilhar em cenas que envolvem música e fogo. Um ano após o lendário e fantástico Pecadores, o ator se envolveu em mais uma cena memorável do cinema dos anos 2020. Não está no mesmo nível de profundidade, obviamente, mas, ao som de Iron Maiden, é um ato final inesquecível.

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